Por mais que muitas empresas só estejam lançando agora TVs de pontos quânticos (QD, sigla em inglês), o fato é que a tecnologia não é algo que realmente possa ser considerado novo. Os primeiros aparelhos a contar com esse tipo de tela foram os modelos Triluminos que a Sony lançou em 2013, mas desde então a Samsung já apresentou as suas próprias e outras companhias também entraram na onda, como a LG.

Mas, no fim das contas, exatamente como funcionam as TVs de pontos quânticos? Bom, antes de mais nada, é necessário entender que os aparelhos com a nova tecnologia têm uma premissa parecida com a de outros tipos de displays LCD, que consiste em lançar a luz de um painel traseiro de LEDs através de um “filtro” para que cada ponto da imagem final fique com a cor desejada.

A explicação para os pontos quânticos não está na química – nem na bruxaria

A diferença é que, enquanto os dispositivos mais tradicionais usam LEDs brancos como base, as TVs QD se baseiam em luzes com a cor azul pura e aplicam um sistema diferente para converter sua luz para outros tons. E é esse processo que explicaremos de uma vez por todas mais adiante.

O mistério do branco

Para conseguir chegar às suas milhões ou bilhões de cores, as TVs são baseadas no sistema RGB (sigla em inglês para Vermelho, Verde e Azul) – e a precisão das tonalidades que enxergamos em cada dispositivo depende do quão puros são esses três tons. A única forma de garantir a pureza do trio de cores básicas é contar com uma fonte limpa de luz branca, que poderá então ser devidamente convertida para as outras tonalidades.

Em busca do branco perfeito

Em um aparelho de televisão LCD comum, a cor branca lançada pelo painel traseiro é atingida ao pegar LEDs azuis e juntá-los a fósforo amarelo, mas isso resulta em uma luz que não é tão pura ou tão forte quanto poderia ser, afetando as cores e diminuindo o brilho do aparelho. No caso das TVs QD, o painel traseiro de LEDs não é modificado com qualquer substância química e, por isso, emite sua luz azul pura na direção de uma camada de pontos quânticos – e é aí que as coisas mudam.

Por dentro da mágica

O segredo dos pontos quânticos está em seu tamanho

Os pontos quânticos são basicamente cristais inorgânicos minúsculos que, ao entrar em contato com a luz azul pura, conseguem emitir as outras tonalidades necessárias para formar o branco limpo. Cada um dos QDs é feito por materiais semicondutores capazes de provocar o chamado efeito de confinamento quântico, que limita o espaço dos elétrons do elemento que constitui os nanocristais.

Traduzindo: isso basicamente significa que os pontos quânticos não precisam de elementos químicos para produzir cores diferentes – basta que eles tenham tamanhos variados para que isso aconteça. Assim, os cristais menores (de 3 nm) geram luz azul e os maiores (de 7 nm) originam a vermelha – a verde fica em algum ponto entre os dois extremos. Para comparação, vale dizer que o diâmetro do DNA presente nas nossas células é de 1 nm.

Vantagem visível

Tanto com relação à fidelidade de cores quanto ao nível de contraste, normalmente costumamos pensar nos painéis OLED como as melhores opções disponíveis no mercado. No entanto, as características das TVs QD permitem que elas apresentem resultados que trazem uma vantagem que vai além do simples fato de terem mais brilho do que as demais.

As telas OLED contam com componentes orgânicos que as tornam mais suscetíveis à degradação acelerada por meio de oxidação, especialmente quando o display é usado com níveis elevados de brilho. Isso significa que, com o passar do tempo, essas TVs acabam tendo sua qualidade prejudicada – o que não acontece com tanta intensidade nos aparelhos QD, já que os pontos quânticos são inorgânicos e, portanto, têm vida útil maior.

Será que as TVs de pontos quânticos vão conseguir tomar a liderança do mercado no futuro?

E aí, gostou da explicação sobre a tecnologia das TVs de pontos quânticos? Deixe suas opiniões, sugestões e dúvidas nos comentários.

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