A cientista-chefe da Força Aérea norte-americana, Mica Endsley, declarou que novas pesquisas estão sendo conduzidas para a produção de uma nova aeronave hipersônica e que ela deve ser concluída até 2023.

Em Junho de 2013, o X-51 – jato não tripulado capaz de alcançar Mach 5.1 (ou mais de 5 vezes a velocidade do som) – foi testado pela organização e forneceu dados importantes para atestar que aeronaves hipersônicas são viáveis.

O próximo passo, agora, é construir um veículo que consiga operar por mais tempo e de forma confiável nas temperaturas que são atingidas nessas velocidades e com um sistema de orientação que funcione nas mesmas condições.

Tentativa e erro

O corpo militar norte-americano sofreu com algumas tentativas fracassadas de lançamento de aeronaves hipersônicas: o X-51A mesmo fracassou em três tentativas antes de a última experiência ser bem-sucedida, há dois anos. Outro caso foi de um míssil hipersônico testado no ano passado e que explodiu durante a decolagem.

No caso do último teste do X-51, a aeronave foi carregada até uma altura de mais de 15 quilômetros por um bombardeiro B-52H Stratofortress e então liberada para atingir a velocidade Mach 5.1 em sua subida até uma altura de 60 mil pés – pouco mais de 18 quilômetros – sobre o Oceano Pacífico, antes de cair e ser destruído, conforme o planejado. O voo todo durou 370 segundos, ou pouco mais de 6 minutos.

Os veículos hipersônicos são equipados com a tecnologia SCRAM, um tipo de motor a jato específico que utiliza o ar comprimido pela movimentação em velocidades extremas para o processo de combustão. Por não conseguirem sair de uma parada total, precisam ser impulsionados por outro veículo ou ter dois motores – um para lançamento e outro para propulsão em velocidades hipersônicas.

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