Manter soldados alimentados em campos de batalha é outro dos desafios enfrentados por militares. Fato é que as bolsas de comida industrializada precisam não apenas serem capazes de nutrir os combatentes; as sacolas devem ser também compactas e leves.

Nos últimos anos, pesquisadores dedicados à criação de comida para militares têm adaptado os pacotes Meal, Ready-to-Eat (MRE, que em tradução livre significa “Refeição, Pronta para ser Consumida”). Apesar de atender as necessidades logísticas e fisiológicas dos soldados, o alimento das sacolas não tem um gosto tão bom...

É aí que o uso de impressoras 3D mostra-se novamente dinâmico. Com o objetivo de imprimir comida, deixando-a compacta e mais saborosa, cientistas do Exército dos Estados Unidos da América pensam em fabricar a tradicional MRE com alimentos produzidos a partir da tecnologia de “aglomeração ultrassônica”.

Nova tecnologia

Apesar de já haver impressoras capazes de confeccionar comida, os ingredientes usados pelos mecanismos podem limitar a impressão de certas receitas. Para expandir o cardápio dos soldados (que atualmente se limita a 24 opções de pratos), a tecnologia de aglomeração ultrassônica está sendo então aprimorada.

Este novo método consiste no disparo de ondas de alta frequência sobre partículas determinadas, o que possibilita a aglutinação controlada e precisa de elementos. A modulação cuidadosa das partículas pode definir, assim, quais fragmentos de comida serão embutidos em um prato (certas vitaminas podem ser inseridas através deste processo).

A combinação da tecnologia de aglutinação ultrassônica às possibilidades criadas por impressoras 3D pode inaugurar uma nova forma de produção de comida; as restritas duas dúzias de opções de MRE que existem hoje poderão ser expandidas sem grandes esforços. Para se ter uma ideia, o consumo de “pizza” pelos militares foi possível somente a partir de 2013, quando barras revestidas com os clássicos ingredientes começaram a ser produzidas (imagem acima).

Primeiros passos

A tecnologia de aglutinação ultrassônica está ainda em seus estágios iniciais de desenvolvimento. O Exército norte-americano tem a intenção, naturalmente, de produzir alimentos compactos, leves e mais saborosos a seus soldados. O emparelhamento do método de aglutinação de partículas ao uso de impressoras 3D pode possibilitar, por exemplo, a “estabilização” de pratos mais elaborados (tais como massas).

Além da expansão no cardápio, receitas especiais a cada militar podem ser fabricadas: se os níveis de uma vitamina encontram-se baixos, a adição do composto pode ser feita por meio desta nova técnica – significa que suplemento extra de vitamina seria consumido por soldados quando necessário.

O uso de impressoras 3D aliadas à tecnologia de aglutinação ultrassônica pode fazer ainda com que a fabricação de pratos específicos seja feita de modo instantâneo: no refeitório militar, combatentes seriam capazes de escolher ingredientes e imprimir seu próprio pedido. E o futuro parece ser promissor: este método, se devidamente aprimorado, poderá fazer a felicidade de astronautas ou chegar até mesmo às cozinhas domésticas.

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