Já pensou em andar em uma daquelas speeder bikes maneiras de Star Wars, mas ficou em dúvida se algo assim iria existir antes você bater as botas? Bem, por enquanto, o mais perto que qualquer um vai chegar desse tipo de transporte “levitante” é um protótipo bastante funcional e que foi demonstrado há alguns dias. Mesmo que fosse possível montar no veículo para dar uma voltinha (não é), seria preciso ser um soldado de alta patente ou alguém com ótimos contatos dentro do exército norte-americano para conferir a novidade de perto.

Chamado de Joint Tactical Aerial Resupply Vehicle, o equipamento é uma espécie de quadcóptero em tamanho família que vem sendo desenvolvido pelo centro de pesquisa do exército dos EUA (U.S. Army Research Laboratory) desde pelo menos 2014. A ideia com esse brinquedinho é que, futuramente, o reabastecimento de recursos e suprimentos de tropas em terra possa ocorrer de forma automatizada e bem mais veloz do que nos dias de hoje.

Grande? Sim. Funcional? Claro!

Teoricamente, basta que a pessoa no comando de alguma incursão militar solicite uma reposição de mantimentos, munição ou até mesmo de armas para que o drone gigante traga o material em até 30 minutos. A meta, no momento, é que o JTARV voe próximo ao solo e possa carregar uma grande quantidade de itens a uma velocidade próxima aos 100 km/h. A atual alimentação elétrica, no entanto, pode logo dar lugar a um sistema híbrido que trará uma autonomia de cerca de 200 km ao veículo enquanto ele transporta mais de 360 kg no lombo.

A existência de um aparelho como esse só confirma, mais uma vez, que os drones têm se tornado uma importante peça na indústria militar e que nesse segmento ocorrem muitos dos grandes avanços da categoria. Esse quadcóptero em escala titânica, por exemplo, mesmo em sua fase de protótipo, possui um sistema de navegação autônoma experimental e bastante avançada integrado ao seu hardware. O resultado disso? Um drone capaz de manobrar até mesmo no calor das batalhas e garantir suas entregas.

Salvando vidas

A ideia é tirar os soldados de operações mais recorrentes e arriscadas

No fim das contas, a ideia com o JTARV e outros equipamentos e veículos não tripulados parece ser uma tentativa do Pentágono – e, por consequência, das Forças Armadas norte-americanas – de tirar os soldados de operações mais recorrentes e arriscadas. Afinal, não são raras as cenas em que comboios de caminhões com suprimentos sofrem emboscadas, são alvos de mísseis teleguiados ou sofrem acidentes em meio a conflitos em território inimigo.

Embora os militares dos EUA não tenham comentado nenhum plano nesse sentido, é de se imaginar que, um dia, essa tecnologia de voo em veículos de baixa altitude poderia ser usada para transportar não só suprimentos, mas também pessoas. Quer dizer, deve haver pelo menos um fã de “O Retorno de Jedi” nessa equipe de engenheiros do exército com a motivação certa para transformar alguns sonhos geeks em realidade, certo?

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