A luta contra o câncer ganhará um aliado valioso em breve. A IBM acaba de fechar uma parceria com 14 institutos de pesquisa dos Estados Unidos e Canadá para usar o supercomputador Watson para criar tratamentos personalizados a partir da análise de DNA.

O dispositivo usaria os dados do DNA do tumor de cada paciente para identificar as mutações causadoras do problema e ajudar os médicos a determinarem os cuidados e remédios mais adequados para cada caso.

Uma análise deste tipo demoraria semanas para ser feita por especialistas humanos, mas poderia ser realizada em alguns minutos com o supercomputador da IBM, que pode pesquisar rapidamente uma imensa quantidade de dados de artigos científicos, de testes clínicos e de tratamentos em potencial.

Etapas

A primeira parte do processo será analisar dados do genoma dos pacientes com vários tipos de câncer, o que indicaria quais genes sofreram mutação e o que supostamente causou a doença, facilitando identificar que tipo de tratamento seria mais eficaz para cada caso.

O Watson deve melhorar seu trabalho de diagnóstico ao longo do tempo, conforme forem inseridos mais dados, pois o supercomputador foi programado de uma maneira que pode aprender mais de acordo com o volume de informações que recebe.

Aliado dos médicos

Depois de concluir a parte de inserir informações, o supercomputador não vai substituir totalmente os médicos. Ele servirá apenas como uma espécie de conselheiro para os profissionais da saúde, indicando qual poderia ser o tratamento mais eficaz para cada tumor, mas a decisão final de acatar ou não a sugestão cabe ao clínico.

O supercomputador da IBM foi usado em 2011 para um programa estadunidense de perguntas e respostas chamado Jeopardy. Ele conseguiu vencer dois humanos e levar o prêmio de primeiro lugar na disputa. É bom ver que os usos dele evoluíram para algo que pode ajudar muitas pessoas que estão atualmente na luta contra o câncer.

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