Teste que levava 1 hora e meia para ser concluído agora pode ser feito em menos de 2 minutos (Fonte da imagem: USP)

Imagine um computador capaz de realizar 20 trilhões de cálculos por segundo. O número assombroso parece ter saído das páginas da ficção científica, mas felizmente faz parte da realidade brasileira. De acordo com a notícia divulgada pela Universidade de São Paulo (USP), esse é o poder de processamento do ICE, o supercomputador adquirido para o recém-inaugurado Laboratório de Astroinformática, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG).

Com 2.034 processadores, o cluster é um dos mais rápidos do mundo e deverá agilizar as tarefas de 150 professores e pesquisadores da USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica da Universidade Cruzeiro do Sul.

No total, o equipamento vale mais de 1 milhão de dólares e a escolha do fornecedor foi feita com base em um processo de concorrência aberta. Isso permitiu que a instituição definisse a melhor oportunidade de acordo com o desempenho teórico em teraflops, memória por núcleo de processamento e velocidade de interconexão.

Alex Carciofi, um dos idealizadores do projeto de aquisição do supercomputador, disse para o site da USP que, com a competição das empresas para fechar negócio, os interessados puderam partir de uma proposta inicial de 6 teraflops e chegar a uma proposta final de quase 20 teraflops, otimizando assim o uso do dinheiro público.

Como o cluster comprado foi maior do que o planejado, a Universidade também precisou fazer algumas mudanças nas instalações que receberiam o “grande cérebro”, tendo, inclusive, que reforçar a laje da sala onde fica o laboratório. O primeiro teste de cálculo com o novo equipamento já foi realizado e surpreendeu a todos. Antes, o cluster antigo levava até uma hora e meia para realizá-lo. Com o ICE, o tempo caiu para 1 minuto e 57 segundos.

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