De acordo com Alvin Cox, da Seagate, SSDs podem começar a perder dados depois de apenas uma semana desconectados de um computador. Ele constatou que esse tipo de dispositivo pode não ser tão interessante para guardar informações por longos períodos de tempo como se imaginava no início da sua popularização. 

O que determinaria essa vida útil das informações tão baixa é a deterioração do dispositivo, que sofre com a variação na temperatura do ambiente em que é armazenado. A temperatura de funcionamento dentro do computador também influencia no tempo de início da perda de dados.

Cox disse em uma apresentação sobre SSDs que, a cada aumento de 5°C na temperatura do ambiente em que aparelho se encontra, o tempo de retenção das informações é cortado pela metade. Esse tempo de retenção é contado apenas quando o SSD é desconectado de um computador, ficando, portanto, sem energia.

Domésticos vs. Empresariais

O padrão para a indústria de SSDs domésticos é manter informações retidas por pelo menos dois anos sem que o aparelho precise de energia. Fora isso, a corrupção dos dados não acontece toda de uma vez, mas sim de forma gradual. Se o local de armazenamento de um HD como esse ficar muito quente, passando da temperatura média (20° - 30°), o aparelho já começa a ser danificado.

Essa situação seria mais crítica em SSDs feitos para grandes companhias. O tempo de retenção deles é menor e, por isso, acabam sofrendo ainda mais com a temperatura ambiente. Nesses casos, depois de uma semana desconectados, as primeiras falhas começam a acontecer. Apesar disso, ainda não há um consenso na indústria sobre essa constatação de Cox. A Kingston, por exemplo, discorda.

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