(Fonte da imagem: Webtuga)O ataque dos hackers do grupo Anonymous aos servidores da PlayStation Network foi apenas o primeiro de uma série de crimes relacionados, que têm como principal alvo a indústria de games. Desde abril, quando a PSN saiu do ar, diversos sites de desenvolvedoras também foram invadidos ou retirados da internet. E tudo começou em defesa de uma única pessoa: George “GeoHot” Hotz.

O hacker, famoso por ter sido o primeiro a desbloquear completamente o iPhone, também foi um dos poucos a conseguir ultrapassar a grande barreira de segurança do PlayStation 3. Após abrir o console para a utilização de aplicativos não-oficiais (e também para a pirataria), Geohot sofreu diversos processos movidos pela Sony, que terminaram em um acordo extra-judicial.

O grupo de hackers Anonymous, que prega a liberdade na internet e protesta contra grandes corporações, lançou uma série de ataques de negação de serviço contra os servidores da empresa. O golpe consiste em sobrecarregar o servidor com solicitações até retirá-lo do ar. E foi exatamente isso que aconteceu: a PlayStation Network passou quase um mês offline.

O ataque também resultou na exposição de informações de identidade, endereços e dados bancários de cerca de 30 milhões de cadastrados na PSN em todo o mundo. Além disso, gerou uma série de problemas financeiros e judiciais para a Sony, já que ficou provado que a empresa não tinha segurança suficiente para suportar golpes dessa magnitude.

Recentemente, 35 membros do Anonymous foram presos na Espanha e Turquia, acusados de crimes relacionados aos ataques contra o mercado de games. O grupo, claro, já iniciou uma campanha de retaliação aos dois governos, com ataques a sites de embaixadas e outros órgãos públicos.

Um novo desafiante entrou no ringue

A repercussão negativa dos ataques à PSN fez com que o Anonymous repensasse sua estratégia e passasse a trabalhar com protestos mais pacíficos. Entra em cena, então, o Lulzsec, grupo dissidente que afirma ter declarado guerra à Sony. A equipe começou invadindo sites dos braços cinematográfico e fonográfico da empresa na Europa e Estados Unidos.

Foram eles também os responsáveis por invadir os sites da Bethesda – em uma tentativa de adiantar o lançamento de The Elder Scrolls V: Skyrim – e Nintendo of America. De acordo com o grupo, as invasões são feitas “apenas por diversão” e não tem como objetivo o roubo de dados ou a utilização criminosa das informações obtidas.

Img_normalOntem, o Lulzsec lançou um ataque contra os servidores dos games Eve OnlineMinecraft e League of Legends. Dezenas de milhares de usuários dos títulos ainda se encontram sem poder logar com suas contas pagas. O próximo alvo do grupo seria a Blizzard e, bem possivelmente, o MMORPG World of Warcraft.

Além de tudo isso que já foi citado, os sites oficiais das desenvolvedoras Codemasters eEpic Games também foram atacados recentemente, assim como a página do game Deus Ex: Human Revolution, da Square Enix. Apesar de não existirem provas, os crimes são atribuídos a braços dissidentes do Anonymous e/ou do Lulzsec.

Linha do tempo de invasões (até agora)

  • 20 de abril: PSN é retirada do ar
  • 23 de abril: Sony anuncia que a queda no serviço foi causada por uma invasão
  • 13 de maio: site de Deus Ex: Human Revolution é atacado
  • 27 de maio: Codemasters confira o primeiro ataque à sua página oficial
  • 10 de junho: a desenvolvedora de F1 2010 confirma que foi atacada mais uma vez
  • 11 de junho: Epic Games anuncia que também foi alvo de ataques
  • 13 de junho: Bethesda confirma intrusão externa
  • 14 de junho: usuários de EVE Online, League of Legends e Minecraft são impossibilitados de jogar por ataque de negação de serviço

Via Baixaki Jogos

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