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OpenAI lança novo GPT especializado em pesquisas de biologia

Ferramenta GPT‑Rosalind ajuda a processar dados, interpretar resultados e criar gráficos; uso por enquanto é restrito.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule17/04/2026, às 13:00

A empresa de inteligência artificial (IA) OpenAI, dona do ChatGPT, lançou nesta quinta-feira (16) um novo modelo de linguagem especialista. A ferramenta é indicada para uso acadêmico, focada em pesquisas da área de ciências biológicas e áreas relacionadas.

Batizado de GPT‑Rosalind em homenagem à química Rosalind Franklin, pioneira na descoberta de estruturas do DNA, a nova IA por enquanto está em fase experimental. Instituições e empresas interessadas podem pedir acesso limitado ao modelo, que não tem data para ter a disponibilidade expandida.

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O que é a GPT-Rosalind

O novo modelo de linguagem da OpenAI é capaz de auxiliar grupos de pesquisa e cientistas que lidam com áreas como biologia, genética, bioquímica e outros segmentos.

Segundo a companhia, estudos de descoberta de novos remédios, por exemplo, podem demorar não apenas por questões burocráticas, mas também pela complexidade na interpretação de grandes quantidades de dados e a necessidade dos pesquisadores de entender de áreas variadas que vão além das próprias especialidades.

  • A ideia é que os cientistas usem a IA para fazer perguntas sobre as próprias bases de dados já montadas, resumir artigos científicos do referencial teórico e até sugerir novos experimentos a serem feitos com os materiais já coletados;
  • Baseada nas versões mais recentes do GPT, a ferramenta é treinada não só em materiais da área de Biologia, mas também para respeitar o método científico em passos como geração de hipótese, planejamento experimental e outras etapas da pesquisa;
  • Essa plataforma também é capaz de sintetizar informações na forma de gráficos e tabelas, auxiliando na compreensão dos dados e na produção de artigos para publicação em periódicos da área.
  • Além do uso tradicional como uma variante do chatbot da OpenAI, o GPT-Rosalind pode ser usado a partir da ferramenta de programação Codex e como uma API para clientes externos;
  • Fora o uso convencional da IA, um plugin chamado Life Sciences para o Codex foi lançado por enquanto de graça, permitindo a conexão com cerca de 50 ferramentas de uso acadêmico;
  • Testes conduzidos pela própria OpenAI comparando o GPT-Rosalind com concorrentes (Grok 4.2, Gemini 3.1 Pro e o próprio GPT-5.4) colocaram a nova versão da OpenAI na liderança em termos de desempenho especializado em biologia.

Anteriormente, a OpenAI lançou também um GPT específico para saúde e bem-estar. Além disso, a companhia disponibilizou nos últimos dias uma variante que lida com questões de cibersegurança.

Como a IA pode ajudar na descoberta de medicamentos ao otimizar processos e até reduzir custos? Entenda o debate neste artigo do TecMundo!

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