Alexa fala sobre Síndrome de Burnout nesta terça-feira (9)

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Nesta terça-feira (9), a Alexa, assistente virtual da Amazon, traz informações sobre a Síndrome de Burnout, que, de acordo com dados da ISMA BR (International Stress Management Association BR), atinge 32% dos brasileiros e brasileiras no mercado de trabalho.

A iniciativa, resultado de uma parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), busca encorajar o público a ficar atento aos sintomas e, se necessário, a procurar ajuda, uma vez que, ainda segundo a ISMA BR, 72% daqueles que trabalham no país sofrem de alguma sequela causada por estresse – e nove a cada 10 pessoas com a síndrome continuam atuando e não buscam qualquer tipo de tratamento.

Alexa se dedicará a informar sobre a Síndrome de Burnout durante ação.Alexa se dedicará a informar sobre a Síndrome de Burnout durante ação.Fonte:  Reprodução 

Antônio Geraldo Silva, presidente da ABP, explica qual é o cenário do transtorno no território nacional: "Grande parte da população sofre com Burnout, mas a maioria não percebe – por desconhecer sua variedade de sintomas – ou não trata – por vergonha ou medo da reação do empregador."

Logo, dando atenção a esse problema, no dia 9, ao receber a pergunta "Tudo bem?", a Alexa responderá com conteúdos diversificados a respeito da condição, utilizando, inclusive, um tom de voz diferente.

Sintomas e recomendações

Com a mudança de rotina e o home office por conta da pandemia da covid-19, há praticamente um ano, muitos brasileiros e brasileiras podem estar com Síndrome de Burnout e não sabem. "Se não tratada adequadamente, a síndrome pode levar a agravamento de doenças mentais como a depressão, o transtorno de humor bipolar, a esquizofrenia e outros quadros, que dependem de uma intervenção precoce", alerta Antônio Geraldo.

Sensação de esgotamento físico e emocional que se refletem em atitudes negativas, como ausência no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, pessimismo e baixa autoestima, além de dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, estão entre as manifestações, que podem variar em grau e intensidade.

Nove a cada 10 pessoas continuam trabalhando e não buscam qualquer tipo de tratamento.Nove a cada 10 pessoas continuam trabalhando e não buscam qualquer tipo de tratamento.Fonte:  Anna Tarazevich/Pexels 

Em caso de suspeita, a orientação é priorizar auxílio profissional – algo também indicado pela Alexa durante a ação. As respostas foram todas criadas com apoio da ABP.

"Quanto mais falarmos sobre isso, quanto mais educarmos sobre os sintomas, maiores serão as chances de as pessoas procurarem por ajuda médica e maiores serão as chances de realizarmos tratamentos precoces e evitarmos quadros graves", finaliza o especialista.

Fontes

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