WhatsApp foi utilizado para espionar o governo dos EUA e outros 20 países

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O portal de notícias Reuters, na última quinta-feira (31), divulgou os resultados espantosos de uma investigação sobre uma brecha de segurança no Whatsapp. De acordo com a fonte, os afetados por essa brecha foram nada mais, nada menos, que pessoas do alto escalão de governos e oficiais militares em, pelo menos 20 países espalhados pelo mundo.

O ataque generalizado, que afetou 5 continentes, portanto, não havia foco em um território específico de nações. Ainda sem suspeitas de um responsável pela exploração das brechas, podemos associar essa descoberta ao recente processo aberto contra a NSO Group, empresa israelense que comercializava uma ferramenta capaz de hackear outros dispositivos com uma brecha no mensageiro.

A NSO Group, por sua vez, afirma que comercializou a ferramenta. Contudo, conta que seus únicos clientes eram agências governamentais, portanto, entitades estatais. Neste caso, o suposto uso desse software foi estritamente feito por questões de segurança na procura e investigação de criminosos e terroristas. Logo, ações legalizadas.

(Fonte: VisualHunt)

Com o passar dos anos, especialistas do CitizenLab participantes da investigação afirmam que o uso não foi somente esse. Na verdade, alguns dos países que adquiriram a ferramenta utilizavam-a para espionar jornalistas e líderes da oposição em governos de regime autoritário — não incluindo os citados membros do alto escalão de governos internacionais.

Essa revelação também pode ser associada aos ataques hackers em smartphones de vários jornalistas e ativistas dos direitos humanos na Índia. Os pesquisadores mostram também que usuários de Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, México e Paquistão foram igualmente afetados pela ferramenta.

Sem investigação, apenas vigília

O Whatsapp, antes de notificar esses usuários de que tiveram sua privacidade violada, verificou se os usuários estavam sendo investigados. Concluindo que nenhum desses usuários estava sendo alvo da justiça, a razão desses ataques passa a ser exclusivamente política.

Apesar de termos em mente a ferramenta utilizada para realizar as invasões, não podemos afirmar quais países fizeram os ataques. Ademais, é difícil definir qual o padrão definido para essas invasões e qual o interesse nos dados adquiridos. A presença dos Estados Unidos na lista pode dar a ideia de se tratar por uma briga de poder, o que colocaria a Rússia e a China como possíveis responsáveis — principalmente se quando lembramos da atual guerra comercial entre a China e os EUA.

(Fonte: Pexels)

O Brasil como ferramenta, não alvo

A única ligação do Brasil nesses ataques foi a utilização de números de telefone brasileiros para a criação de contas falsas. Eles foram usados para grampear os dispositivos das pessoas vítimas do golpe. O Brasil não foi citado entre os países vítimas da brecha; mas por termos tantas autoridades presentes no Whatsapp, é bem capaz que alguma coisa tenha sido feita por aqui.

As investigações ainda estão acontecendo e mais informações devem vir ao ar com o tempo. Até lá, é importante ficar atento aos noticiários e ver como essa notícia se impactará e desdobrará internacionalmente.

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