Uber, Pokemón Go e Tinder viram ferramentas para manifestantes em Hong Kong

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A cidade de Hong Kong, território autônomo da China, está passando por uma onda de protestos desde junho, e os manifestantes estão usando uma série de tecnologias inusitadas para organizar movimentos e fugir da polícia. A BBC revela que aplicativos como UberPokémon Go e até Tinder viraram ferramentas para marcar encontros e garantir que as pessoas sejam retiradas dos locais em segurança.

Segundo uma das fontes da reportagem, identificada apenas como "KK", o jogo mobile da Niantic é utilizado para marcar protestos sem deixar pistas e para evitar conflitos violentos. Os usuários divulgam mapas na internet com locais para "jogar Pokémon Go em conjunto", mas que, na verdade, são convites para manifestações. "Se disséssemos que iríamos a um protesto não autorizado, isso teria dado evidências à polícia contra nós", explica o jovem de 20 anos à BBC.

A função do Tinder é similar: organizar protestos sem chamar a atenção das autoridades. A imagem abaixo, compartilhada no Twitter, mostra como o aplicativo de namoro é utilizado pelos manifestantes: um perfil trazendo informações de protestos no lugar das fotos é criado e começa a aparecer para os usuários.

Já o Uber não serve para organizar manifestações, mas é utilizado como "veículo de fuga" em momentos de conflito. A reportagem  revela que um dos manifestantes, identificado como "NA7PNQ", chegou a chamar um carro compartilhado para "evacuar" pessoas em diversos locais de Hong Kong em um único dia.

De acordo com a BBC, os motoristas voluntários também mandam sua localização para grupos de protestos em aplicativos como Telegram e ficam disponíveis para fazer corridas em locais próximos dos movimentos.

Mapa de eventos do Pokémon Go e cartaz do Uber usados por manifestantes. (Fonte: BBC/Reprodução)

O Telegram também serve como meio de comunicação entre os membros do movimento em Hong Kong. Além de ser uma ferramenta de divulgação, o aplicativo de mensagens é utilizado para compartilhar detalhes como localização da polícia e postos de primeiros socorros.

As manifestações quase diárias em Hong Kong começaram há dois meses, após o governo chinês sugerir um projeto de lei para extradição de cidadãos para a China continental. Atualmente, os protestos estão cada vez mais violentos e existem suspeitas de que Pequim está enviando forças armadas para invadir o território autônomo e conter os movimentos.

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