O dia 10 de março de 2019 foi marcado pela queda de um avião durante voo da empresa Ethiopian Airlines na região de Adis-Adeba, capital da Etiópia. O acidente deixou 157 mortos e aconteceu menos de cinco meses do acidente da Lion Air, ocorrido em 29 de outubro de 2018.

Em comum entre ambos estava o modelo da aeronave: um Boeing 737 Max 8, aeronave essencial para as estratégias de mercado da fabricante estadunidense de aviões. Agora, com os dados da caixa preta do voo da Ethiopian Airlines começando a vir à tona, descobriu-se que as razões de ambos os acidentes são semelhantes.

“Durante a análise da caixa que registra os dados do voo (FDR-Flight Data Recorder), foram observadas semelhanças claras entre o voo 302, da Ethiopian Airlines, e o voo 610, da Lion Air”, informou durante coletiva de imprensa a ministra etíope Dagmawit Moges.

A ministra não deu mais detalhes sobre quase seriam as “semelhanças claras” entre os dois acidentes ocorridos com o mesmo modelo de aeronave, mas vale lembrar que ela se baseia em um relatório preliminar do ocorrido — o relatório final fica pronto em 30 dias.

MCAS

Nos dois acidentes, os aviões perderam altitude momentos após decolarem e, no caso do acidente ocorrido na Indonésia com o voo da Lion Air, ficou comprovado que o software de controle de voo MCAS (sigla em inglês para Sistema de Aumento de Características de Manobra) entrou em modo ativo quando não deveria, conforme destaca o site da BBC.

Some-se à declaração de Moges a declaração de um dos pilotos do voo da Ethiopian Airlines de que a descida da aeronave começou poucos segundos após o piloto automático ficar ativo e ganha um reforço a suspeita de que o MCAS também foi o vilão neste caso.

No último dia 11, no dia seguinte ao acidente na Etiópia, a Boeing prometeu para abril uma atualização de melhoria para o software de suas aeronaves.