WhatsApp foi amplamente utilizado em campanhas de desinformação, em processos eleitorais no Brasil, na Índia e em outros países, incluindo os Estados Unidos. Acusada de não filtrar adequadamente as fake news e de permitir a proliferação de grupos e distribuição indiscriminada desse material, a empresa se viu obrigada a criar novas políticas de uso e ferramentas para buscar perfis mal-intencionados.

WhatsApp diz que os perfis são averiguados constantemente e em vários estágios

Em um evento que aconteceu hoje (6), em Nova Délhi, o WhatsApp fez questão de destacar os resultados conquistados com um novo sistema de detecção, que automaticamente bane cerca de 2 milhões de perfis falsos por mês. Pessoas que enviam spam, bots que criam várias contas e cadastros suspeitos são averiguados em vários estágios — desde o momento do registro, passando pela troca de mensagens e até quando são denunciadas pelos usuários.

whatsappO engenheiro de software Matt Jones explica o sistema de banimento do Whats. Fonte: Khari Johnson/VentureBeat

Mas como isso funciona? Bem, segundo a própria empresa, um programa com aprendizado de máquina consulta uma base de dados que possui todos os problemas recentes que resultaram em punição por parte do Whats. Segundo o engenheiro Matt Jones, esse software alcançou um nível de sofisticação que permite a ele reconhecer 20% das investidas maliciosas já no início do protocolo.

Sistema de identificação fica de olho em mínimos detalhes

Jones disse que o WhatsApp analisa vários fatores, incluindo o endereço de IP do usuário e o país de origem, a partir dos números de telefone usados para se inscrever no serviço — e se ambos estão apontando para o mesmo local. Também é levado em consideração há quanto tempo a conta existe e se ela passou a enviar um grande montante de textos assim que foi criada.

Whats também já consegue identificar softwares e gadgets que tentam enganar o sistema

Aproximadamente 75% desses perfis são banidos manualmente, pela intervenção humana, ou com ajuda das denúncias de usuários. Segundo o engenheiro, a plataforma identificou vários tipos de abuso, inclusive aqueles que usam software especial para manusear múltiplas contas simultaneamente em um mesmo computador. A empresa também encontrou dispositivos especiais que suportam dezenas de cartões SIM.

Com 1,5 bilhão de usuários mensais, esse monitoramento passou a ser tratado com prioridade na companhia. “Como acontece com qualquer plataforma de comunicação, às vezes as pessoas tentam explorar nosso serviço. Alguns distribuem click-baits projetados para capturar informações pessoais, enquanto outros apenas querem promover uma ideia. Independentemente da intenção, as mensagens automatizadas e em massa violam nossos termos de serviço e uma de nossas prioridades é evitar e interromper esse tipo de abuso ”, afirmou um porta-voz.

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