O senador americano Brad Hoylman entrou com um pedido para o Google remover um aplicativo criado por um grupo religioso que promove a chamada "terapia de conversão de sexualidade" da Play Store. O aplicativo traz sermões, textos e um podcast, além de uma área de "ajuda" com histórias que falam para os leitores homossexuais ignorarem sua sexualidade, afirmando ser possível mudá-la.

O senador Hoylman criou uma lei que proíbe a prática de "terapia de conversão" no estado de Nova York, distrito que representa os escritórios do Google. "Google está planejando ter mais de 7 mil empregados em nosso estado, então peço que o aplicativo seja retirado com urgência da loja. Espero que eles possam ver o mal que esse tipo de mensagem pode levar a jovens e suas famílias", comentou o senador.

Nova York é o décimo quinto estado americano a proibir a prática de "terapia de conversão de sexualidade", uma área bastante desacreditada, mas que ainda é bastante apoiada por grupos religiosos, que tentam mudar a sexualidade de uma pessoa através de sessões de orações. No final de 2018, a Apple removeu a versão do aplicativo da App Store, assim como a Amazon, mas a Google prosseguiu com o app na Play Store até o momento.

Imagem: Reprodução/Google Play Store

O app é administrado pela Living Hope Ministries, uma organização sem fins lucrativos, anti-gays e que pregam uma visão de relacionamentos monogâmica e heterossexual. Em um comunicado encaminhado ao site The Verge, a organização nega realizar a terapia de conversão, afirmando que busca "alinhar os corações e mentes com a intenção do Criador em sua criação", finalizando com o fato de o aplicativo ser gratuito, não buscando retribuição financeira, como todos os seus serviços.

Até o momento, a Google não se pronunciou sobre o assunto e o aplicativo continua disponível na Play Store.