Já são 10 anos desde que a primeira versão do Google Chrome foi disponibilizada ao grande público. Pois é, era o dia 2 de setembro de 2008 quando a Google surpreendeu a todos e colocou no ar a primeira versão Beta de seu próprio navegador para tentar tornar a web mais ágil e destronar o Internet Explorer, navegador mais popular da época.

Este feito, porém, demorou um pouco para acontecer: foi apenas em maio de 2016 que o Chrome acumulou um número de usuários maior do que o rival da Microsoft. Atualmente, o site NetMarketShare afirma que o navegador da Google domina 62% do mercado, com o IE ocupando a segunda colocação com quase 12% e o Firefox vindo logo em seguida, com quase 11%.

Google ChromePrimeiro logo do Chrome, quando ele foi lançado em 2008.

Aposta na simplicidade

Há uma década, a tônica da web era lotar os navegadores com barras de ferramenta, abas grossas e um visual extremamente carregado. Eis, então, que o Chrome chega com uma proposta completamente diferente, apostando na simplicidade e na leveza para conquistar novos usuários — e deu muito certo.

A Google criou o Chromium Project, um projeto de desenvolvimento em código aberto que serve de base para o Google Chrome, e combinou elementos dos motores de renderização da Apple e do Firefox para montar a sua própria máquina. Em 2008, a chegada do novo navegador soou como um alívio porque ele contava logo de cara com um visual limpo e muita agilidade, deixando todo o foco para o conteúdo exibido nos sites visitados.

Google ChromePrimeira versão do Chrome, ainda em fase Beta, disponibilizada ao público em 2 de setembro de 2008.

Entre as suas novidades estava, também, o inovador esquema de “sandbox”, que rodava cada aba aberta no navegador como uma sessão independente do navegador. Esse avanço permitia que, caso um site travasse o navegador, fosse possível encerrar apenas a sua própria aba em vez de o programa completo.

E o futuro?

Atualmente, o Chrome é a base da Google não só para quem navega na web a partir de computadores e dispositivos móveis com Windows, Linux, Mac, Android e iOS, mas também para quem usa os notebooks da empresa. O sistema Chrome OS, totalmente baseado no navegador, continua evoluindo e deve se tornar uma aposta cada vez mais certeira da Gigante da Web para oferecer novas experiências aos seus usuários.

Na sua opinião, como serão os próximos 10 anos do Chrome? A Google conseguirá manter o ritmo de inovação e evolução ou acabará caindo no “vício” de guiar o desenvolvimento da web da mesma forma que a Microsoft fazia quando detinha o monopólio do setor? Deixe a sua opinião aí nos comentários.