Não faz muito tempo que o Strava apresentou falhas e revelou o endereço dos usuários, incluindo a localização de bases militares dos Estados Unidos. Agora foi a vez de a Polar, fabricante de relógios fitness populares no mundo inteiro, passar por esse problema de privacidade; como consequência, teve que suspender o serviço “Explorar”.

Isso aconteceu depois de uma investigação conjunta entre De Correspondent e Bellingcat, que informaram como conseguiram consultar dados de pelo menos 6 mil pessoas de diversas nacionalidades, incluindo soldados e membros do FBI e da NSA.

O recurso “Explorar”, presente no Polar Flow  sistema usado para organizar e visualizar dados dos usuários , visava mostrar informações anônimas sobre seus clientes e suas atividades em todo o mundo. A ideia era exibir esses dados de maneira semelhante ao mapa de atividades responsável pelos problemas que ocorreram com o Strava meses atrás.

Vale dizer que informações de rastreamento da Polar também expuseram os nomes e endereços residenciais; os investigadores acessaram detalhes sobre 6.460 usuários de 69 nacionalidades. 

A companhia emitiu uma declaração pedindo desculpas pela suspensão do serviço, além de abordar a questão da segurança de informação, esclarecendo que não houve vazamento ou violação de dados privados: "Estamos analisando as melhores opções que permitirão aos clientes da Polar continuarem usando o recurso Explorar, enquanto tomamos medidas adicionais para lembrá-los de evitar o compartilhamento público de arquivos de GPS de locais sensíveis".

Se você utiliza o Polar, certifique-se de ter seu perfil marcado como privado, o que é uma configuração padrão. Isso vai impedir que o serviço compartilhe suas informações com aplicativos de terceiros, para não acontecer o mesmo problema que ocorreu com o Facebook.

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