A Google lançou oficialmente hoje (07) oAndroid Things 1.0, o seu sistema operacional seguro para a Internet das Coisas que foi anunciado inicialmente em 2016 e, desde então, vinha recebendo várias versões prévias para desenvolvedores.

O Android Things é basicamente a solução da Google para o grande problema de segurança que os dispositivos enquadrados no padrão da Internet das Coisas ou IoT representam. Fabricantes independentes criam aparelhos conectados à internet sem muitas preocupações ou mesmo habilidades de segurança digital e acabam criando brechas nas redes domésticas dos usuários, tornando-as fáceis de explorar por parte de hackers.

A solução da Google foi criar um sistema operacional padronizado e fechado no qual as parceiras não poderão mexer

A solução da Google para isso foi criar um sistema operacional padronizado e fechado no qual as parceiras não poderão mexer. Elas só podem criar apps para seus dispositivos realizarem as tarefas que lhes foram atribuídas na casa das pessoas. Essas empresas então poderão criar atualizações para seus apps e enviar para os dispositivos de IoT que venderam através de um console online criado pela Google.

O próprio sistema operacional será atualizado diretamente pela Google, e atualizações de segurança serão distribuídas mensalmente para manter os dispositivos sempre longe das mãos de criminosos. Quem dera fosse assim no Android para smartphones, não é?

Padrões de hardware

Para conseguir dar conta de atualizar sozinha todos os aparelhos IoT que chegarem ao mercado com o Android Things, a Google criou parâmetros básicos de hardware. A empresa dará suporte apenas a três SoMs (System on Module) que são basicamente SoCs (System on Chip), porém bem maiores e mais baratos de produzir. Esses SoMs contarão com processadores da Qualcomm e da MediaTek embutidos, além de RAM, armazenamento, WiFi e outras portas de comunicação. O básico para fazer um minicomputador funcionar.

Será um esquema parecido com o das GPUs para PC hoje em dia, no qual AMD e NVIDIA criam os chips, e terceirizadas como Galax e Asus montam as placas e distribuem os produtos

Essa primeira versão do Android Things dará suporte a SoMs baseados nos Snapdragon s 212 (bem básico) e 624 (intermediário premium) da Qualcomm, além do MT8516 da MediaTek. Esses módulos serão construídos de forma terceirizada por outras companhias e só então vendidos para as fabricantes de IoT. Será um esquema parecido com o das GPUs para PC hoje em dia, no qual AMD e NVIDIA criam os chips, e terceirizadas como Galax e Asus montam as placas e distribuem os produtos. Fora essas possibilidades, o Android Things também será compatível com o Raspberry Pi 3 Model B e NXP i.MX7D, mas apenas para desenvolvimento de protótipos.

Os primeiros aparelhos com Android Things a chegarem ao mercado para o consumidor final serão os displays inteligentes com Google Assistente feitos por Lenovo, JBL e LG. Essa mesma plataforma vai integrar também alto-falantes inteligentes de várias marcas, tais como o vindouro LG iHome.

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