O cofundador do WhatsApp, Brian Acton, está injetando US$ 50 milhões no concorrente Signal, o mensageiro mais usado atualmente pela comunidade de internautas interessada em segurança digital, bem como por jornalistas, ativistas e outro profissionais preocupados com privacidade até as últimas consequências. O Signal é completamente criptografado e oferece mais privacidade do que o WhatsApp, por exemplo, uma vez que nenhum tipo de dado do usuário é coletado pela ferramenta.

Acton abandonou o WhatsApp em 2014, mesmo ano em que o Facebook comprou o mensageiro mais popular do mundo por US$ 19 bilhões. Por conta desse valor estratosférico, podemos imaginar que os US$ 50 milhões que Acton colocou no Signal não o deixaram menos rico.

Seja como for, esse dinheiro está sendo utilizado para criar a Fundação Signal, que busca apoiar o desenvolvido de tecnologias para privacidade online que ajudem a garantir a liberdade de expressão em escala global.

Apoio ao próprio Signal

Ainda não há muitos detalhes acerca do que exatamente essa fundação fará, mas ela já começa servindo como uma organização de apoio ao próprio Signal, que agora terá uma forma de se manter ativo e em desenvolvimento com mais segurança.

Moxie Marlinspike, fundador da Open Whisper System, a organização que criou o Signal, disse em um comunicado conjunto que a chegada de Acton no app não apenas ajuda o Signal financeiramente, como também se trata da adição de “um engenheiro talentoso e visionário com décadas de experiência construindo produtos de sucesso” à equipe.

O objetivo da nova fundação, segundo Marlinspike e Acton, é mostrar que criar um produto online de sucesso, sem fins lucrativos e que não use os dados do usuário como commodity é possível no campo dos mensageiros.

O Signal está disponível para Android, iOS, Windows, macOS e Linux.

Cupons de desconto TecMundo: