Em um passado remoto, quando a gente ouvia uma música na rádio e gostava muito, precisava torcer para que o radialista falasse o nome do artista ou da canção para procurarmos o vinil e escutarmos até enjoar. Hoje, felizmente, basta apontar o celular para a fonte da música e em menos de 10 segundos você já consegue nome, artista, letra e vários outros dados! Mas, afinal, como o Shazam consegue fazer esse reconhecimento tão rápido?

Para que isso aconteça, o aplicativo precisa ter um banco de dados realmente potente, sendo atualizado diariamente com músicas de várias regiões do planeta. Para cada canção, o Shazam cria uma espécie de impressão digital em um gráfico em 3D. Essa imagem é chamada de espectograma é a peça-chave para o reconhecimento musical.

No eixo X é impresso o tempo da música, já no Y fica registrada a sua frequência, enquanto no Z marca a intensidade. Dessa forma, é possível transformar uma música em um gráfico escaneável pelo aplicativo. Abaixo, veja uma representação simplória usando apenas os eixos X e Y, mas já dá para ter uma ideia do funcionamento do programa:

GráficoShazam

A frequência musical varia mesmo dentro da mesma canção. O aplicativo, ao registrar a informação inicial, procura o ponto mais alto dessa frequência, para dali criar uma partida para o resto do gráfico, que é formado através do tempo da música.

Quando um usuário aponta o aplicativo para uma música que ele quer descobrir mais informações, o programa cria esse mesmo gráfico em 3D a partir dessa gravação de 10 segundos, varre o banco de dados atrás de músicas que coincidam exatamente com os mesmos pontos e pronto! A magia está completa!

Caso a música não esteja incluída no banco de dados ou a fonte de gravação estiver com muitos ruídos, ela não é identificada pelo Shazam, sendo bastante chato para quem procurou e não conseguiu. Porém, isso tem diminuído cada vez mais.

Shazam

No começo, era diferente

E se você acha que o Shazam começou bonitinho como um aplicativo, você está bem enganado. A empresa foi fundada em 1999, disponibilizando o serviço de identificação musical em 2002 – você deve imaginar que nem mesmo a banda larga era tão popular nessa época, o que dirá, então, de smartphones e afins...

Nesse período, apenas usuários da Inglaterra tinham acesso ao serviço, que era feito através de uma ligação telefônica. A pessoa tinha que discar para o número 2580 e colocar o celular perto da fonte de som. A ligação era automática: assim que o Shazam ouvia a música, a ligação era cortada e, instantes depois, a pessoa recebia uma mensagem com a identificação do nome e do artista.

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