A Microsoft comprou a divisão mobile da Nokia em 2013, mas o atual CEO da empresa, Satya Nadella, explicou em seu livro, Hit Refresh, que votou contra a aquisição. A operação custou US$ 7,5 bilhões. A Microsoft não conseguiu reerguer os negócios da fabricante de celulares e smartphones como esperava e acabou vendendo parte do que restou dessa divisão para a Foxconn.

“O negócio com a Nokia foi um doloroso exemplo dessa perda na corrida pelo mercado mobile”, consta em seu livro. “Nós estávamos desesperados para alcançar os concorrentes depois de perder a ascensão da tecnologia mobile. A Nokia caiu do primeiro lugar em participação de mercado para o terceiro”, completa.

Votação

Nadella afirmou que, quando Steve Ballmer, então CEO da Microsoft, estava considerando a compra da divisão mobile da sua parceira, ele pediu para que todo o seu conselho diretor votasse sim ou não a respeito do tema, uma vez que não se tratava de um negócio seguro.

“Eu votei ‘não’. Eu não entendia porque o mundo precisava de um terceiro ecossistema para smartphones, a não ser que pudéssemos mudar as regras”, diz Nadella. “Era muito tarde para reconquistar o terreno que perdemos”, completa.

A marca Lumia conseguiu participação de mercado significativa em alguns mercados europeus e esteve na frente da Apple e seu iOS por algum tempo no Brasil

Apesar de admitir o fracasso da Microsoft nessa aquisição, Nadella comentou que a empresa alcançou certo sucesso durante algum tempo. A marca Lumia conseguiu participação de mercado significativa em alguns mercados europeus e esteve na frente da Apple e seu iOS por algum tempo no Brasil e em outros países latino-americanos. No geral, entretanto, sempre se manteve em um distante terceiro lugar.

Mas a compra da Nokia em 2013 pela Microsoft era uma escolha que a criadora do Windows teria que fazer. A fabricante que lutava para não morrer era a única grande parceira de hardware da Microsoft e, caso a aquisição não fosse feita, era muito provável que a Nokia migrasse para o Android naquele mesmo ano, acabando com as chances de o Windows Phone continuar na mão dos usuários.

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