Pesquisadores da Universidade de Bali, na Itália, estão trabalhando em um algoritmo que pode ajudar a detectar o Alzheimer antes dos primeiros sintomas e, consequentemente, oferecer a possibilidade de iniciar o tratamento mais cedo.

Segundo informações divulgadas pelos cientistas, a inteligência artificial seria capaz de detectar certas mudanças estruturais no cérebro uma década antes de os sintomas aparecerem. Para sustentar essa ideia, eles usaram 67 exames de ressonância magnética, sendo 38 de pacientes diagnosticados com Alzheimer e 29 saudáveis, para iniciar o treinamento da tecnologia.

O sistema foi colocado à prova em 148 pacientes e detectou sintomas de Alzheimer em 86% dos casos

Nessa etapa, os pesquisadores dividiram as varreduras do cérebro em pequenas regiões com o intuito de fazer com que o computador fosse capaz de encontrar as conexões entre elas, sem qualquer tipo de menção ao tamanho ideal dessas áreas para o diagnóstico. Posteriormente, foi determinado que o algoritmo pode classificar com mais eficiência quando as partes comparadas possuem entre 2250 e 3200 milímetros cúbicos.

Passado esse período, o sistema foi colocado à prova em 148 pacientes e detectou sintomas de Alzheimer em 86% dos casos com alguns anos de antecedência. Apesar de ainda não haver um prazo para começar a utilizar esse sistema em hospitais, essa técnica fez com que o time começasse a pensar em estudá-la para outras condições neurodegenerativas, como o Parkinson.

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