"Em 1983, quando eu comecei o movimento do software livre, o malware era tão raro que cada caso era um choque e tratado como escândalo. Hoje, é normal". É assim que começa o mais novo e polêmico artigo de Richard Stallman, idealizador do GNU.

Stallman usou seu espaço no jornal The Guardian para acusar os sistemas operacionais Windows, Android, Mac OS X e iOS de serem malwares modernos. Segundo ele, esse termo não pode ser usado somente para designar os vírus, mas "um programa feito para maltratar seus usuários", especialmente quando não são de código livre e já vêm pré-instalados em produtos que também podem ser mal intencionados.

Segundo o desenvolvedor, os malwares em forma de sistemas operacionais espiam os usuários, instalam travas regionais, impõem censura, possuem acesso à máquina sem permissão ou realizam sabotagem explícita. "E quanto a apps pagos? Há muito malware lá. Até mesmo humildes aplicativos de lanternas para celulares foram flagrados enviando dados para companhias. Estudos mostram que scanners de QR Codes também fuçam", relata.

Nem a Netflix escapa

Segundo Stallman, os apps de streaming de vídeo são os maiores vilões, pois exigem a sua identificação para funcionar e não liberam uma cópia dos dados assistidos. A Amazon não escapa das críticas por guardar em qual página você está, qual livro lê e até as anotações que realiza.

Como resistir? De acordo com o desenvolvedor, é possível rejeitar software proprietário e serviços da web que não sejam gratuitos ou de código aberto, organizar bibliotecas de apps capazes de substituir os atuais "malwares", e pedir a criminalização de práticas como as descritas no artigo.

Você pode conferir o texto (em inglês) por aqui. O TecMundo já conversou com Richard Stallman quando ele esteve no Brasil. Confira aqui a nossa entrevista.

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