Os smartphones já tomaram conta de nossas vidas e podemos tranquilamente colocar como o pontapé inicial dessa onda o lançamento do iPhone, em 2007. De lá para cá, tudo mudou quando se fala em telefonia móvel, com esses dispositivos ganhando cada vez mais espaço em nossas vidas. Há quem ache que eles ocupam espaço de mais, inclusive, e entre essas pessoas estão três engenheiros envolvidos na criação do gadget da Apple.

Em entrevista no estúdio IDEO, os ex-funcionários da Maçã Bas Ording, Brian Huppi e Greg Christie falavam sobre o desenvolvimento da tecnologia e o seu impacto na sociedade e, ao final do debate, foram interpelados com perguntas do público. Uma das questões levantadas pelos espectadores era justamente os pontos negativos e positivos do iPhone após uma década desde seu lançamento.

“Em termos de que resultados são positivos ou negativos, acredito que ainda não sabemos”, comentou Christie, responsável por supervisionar a equipe que desenvolveu as primeiras interfaces multitoque do iPhone. “Eu não me sinto bem com a distração [gerada pelos smartphones]. Esta é certamente uma consequência não intencional”, prosseguiu o engenheiro.

Você também não consegue largar o seu celular?

Todos estão fixados com o seu smartphone

Para Ording, responsável pela linguagem multitoque aplicada ao iPhone, todos nós olhamos demais para os nossos dispositivos. “O ponto positivo é que eles são fáceis de usar, então muitas pessoas podem usá-lo. A parte negativa é que a maioria das pessoas fica encarando os seus telefones. Eu provavelmente faço isso também”, comentou.

Para Huppi, porém, “a tecnologia é neutra”, ou seja, ela por si só não tem grandes poderes de causar algo essencialmente bom ou ruim, tudo depende da forma como nós a utilizamos. Assim, esse marco tecnológico que é o smartphone vai inevitavelmente resultar em coisas boas e coisas ruins.

“Eu certamente não fico empolgado com o quanto de distração isso significa na vida das pessoas”, comentou. “Eu tendo a acreditar que muitos acidentes nas estradas vêm de pessoas olhando para os seus telefones”, prosseguiu o ex-engenheiro da Apple. Ele prosseguiu, porém, afirmando que talvez seja cedo para cravar que essa forma como nós nos relacionamos com os smartphones seja definitiva.

“Eu imagino se não é como a TV quando ela apareceu. Talvez, eventualmente o smartphone encontre o seu lugar na vida de todo mundo e não seja apenas um gadget pelo qual todos estão apaixonados”, concluiu.

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