O ano passado não foi dos melhores para o mercado de smartphones, com um crescimento global da produção alcançando apenas 2,5% em relação a 2015. Para este ano, a International Data Corporation (IDC) acredita que o mercado deve manter o ritmo de crescimento lento e aumentar apenas 3% em comparação com o ano passado. Para o próximo ano, porém, a previsão é um pouco mais otimista e espera-se que a produção mundial cresça 4,5% em relação a 2017.

“O ano de 2016 foi interessante para os smartphones com a queda de alguns mercados de alto crescimento e outros mais maduros, como China e Estados Unidos, superando a taxa de crescimento global”, afirma o vice-presidente de programa da IDC Ryan Reith. “Olhando adiante, nós continuamos a acreditar que inúmeros fatores vão permitir ao mercado de smartphones reconquistar parte do seu ímpeto.”

E a principal possibilidade de “reconquista do ímpeto” vem dos números. Os smartphones podem parecer onipresentes, mas essa é uma realidade bem distante de boa parte do mundo. Dessa maneira, como menos da metade da população mundial possui um smartphone atualmente, os especialistas acreditam que o mercado tem bastante espaço para crescer, especialmente nos países emergentes e em desenvolvimento.

Espaço para os upgrades

Mas nem só daqueles que ainda não possuem um smartphone vive a expectativa de crescimento do mercado. Outro grupo que deve contribuir significativamente para uma retomada do aumento da produção é o de usuários de aparelhos mais simples que devem investir em aparelhos mais potentes (e também mais caros) em breve.

Upgrade para aparelhos melhores deve movimentar o mercado nos próximos anos.

“Conforme os consumidores continuam a demandar mais de seus smartphones, nós esperamos ver uma grande porção da base já instalada e que atualmente utiliza dispositivos de entrada buscando uma experiência mais robusta em dispositivos melhores”, sugere Reith.

Luta pelo mercado de ponta

Além do mercado de entrada, a faixa ocupada pelos top de linha pode reservar boas novidades para este ano. Fatores como o sucesso inicial dos Galaxy S8 e S8+ e a alta expectativa em torno do lançamento da próxima linha de iPhones devem ter uma influência bastante positiva no avanço do mercado de smartphones.

“Com a disputa contínua entre os top de linha, as fabricantes precisarão encontrar uma maneira de inovar além da curva para atrair novos usuários e aumentar a produção enquanto geram lucros”, aposta o diretor de pesquisas da IDC, Anthony Scarsella, citando as telas como "o próximo campo de batalha" entre as desenvolvedoras de smartphones.

Destaque de cada plataforma

Como de praxe, a IDC trouxe uma previsão específica sobre cada plataforma mobile para os próximos anos. O Android continua soberano, mas vê o preço médio de venda cair, o que não é necessariamente ruim. A expectativa é que em 2021 sejam fabricados 1,5 bilhão de dispositivos Android com preço de venda médio de US$ 198 (cerca de R$ 645). Para o ano que vem, espera-se que a plataforma cresça 4,1% globalmente, com destaque para o crescimento em países da África e do Oriente Médio — 10% nessas regiões.

A projeção é que o Windows Phone vá para o limbo nos próximos anos

Em relação ao smartphone da Apple, o IDC espera que ela cresça 3,8% em relação a 2016, fechando o ano com 223,6 milhões de unidades produzidas. A principal fonte de crescimento deve ser a própria base de usuários da Maçã, com boa parte dela trocando de aparelho ainda neste ano. Para 2018, a expectativa é de 240,4 milhões de iPhones produzidos.

Por fim, o patinho feio dos dispositivos mobile: o Windows Phone. Em queda livre absoluta, a expectativa da IDC é que a plataforma da Microsoft feche este ano com uma produção 80,9% menor do que em 2016, com apenas 1,1 milhão de unidades. Apesar dos rumores de que a MS pode tentar reviver a sua linha de smartphones, tudo leva a crer que o destino do Windows Phone é mesmo o limbo.

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