Se você é fã das TVs da Sharp, trazemos más notícias: a empresa vai parar de produzir TVs para o mercado norte e sul-americano. Mas não pense que não veremos mais novos televisores da marca surgindo em nossas prateleiras; na verdade, ela apenas não será a companhia responsável por fabricar esses produtos por aqui.

Ficou confuso? Não se preocupe, pois a história é bem mais simples do que parece. O fato é que a fábrica de TVs da Sharp no México, responsável por todos os televisores das Américas, acaba de ser adquirida pela Hisense, uma fabricante chinesa que vem tentando crescer nesse mercado. Junto da aquisição, segundo o anúncio oficial, a empresa também ganhou o direito de utilizar a marca “Sharp” em seus produtos – o que ela deve fazer com os televisores que lançar nesses territórios, ao menos de início.

Resumindo a história: você ainda vai encontrar TVs com a marca Sharp à venda normalmente. Mas a partir de 2016 elas serão, na verdade, fabricadas pela Hisense. O mesmo vale, aliás, para as marcas “Aquos” e “Quattron”, que também foram adquiridas juntamente pela chinesa.

Bom para os dois lados

É provável que alguns, a esse momento, estejam se perguntando o motivo de uma aquisição como essas para as empresas. Mas o fato é que isso faz todo o sentido para ambas.

Não é novidade que a Sharp, por exemplo, tem lutado para se manter relevante no mercado americano – como um relatório financeiro da companhia revelou, em junho, a empresa sofreu enormes prejuízos nessa área. No próprio documento a empresa admite: “A Sharp não tem sido capaz de se adaptar completamente à cada vez mais intensa competição de mercado, o que a levou à lucros significativamente menores comparados às projeções iniciais do ano fiscal anterior, e tem sofrido uma performance pobre em ganhos.”

Da mesma maneira, a compra da fábrica e dos direitos da marca, no valor de 23,7 milhões de dólares (aproximadamente 81,8 milhões de reais) não vai apenas ajudar a Sharp a sair do vermelho e diminuir os prejuízos. Isso também permitirá que a Hisense lentamente tome lugar da Sharp no mercado, mas tendo tempo de conquistar a confiança do consumidor nas Américas do Norte e do Sul.

Ainda na ativa, mesmo enfraquecida

É importante frisar, por fim, que a Sharp está abandonando o mercado de TVs – e apenas de TVs – nessas áreas. Todos os outros produtos dela, como seus eletrodomésticos e até mesmo células solares, devem continuar em ambos os territórios, ao menos por enquanto.

Mesmo assim, é difícil não se preocupar ao saber que uma empresa famosa por ser aquela que trouxe as TVs LCD ao mundo está perdendo espaço em uma área no qual se sobressaiu por tantos anos. Para piorar, parece que ainda podem haver algumas “mudanças estruturais”, o que quer dizer que a Sharp pode, em um futuro não muito distante, abandonar ainda mais mercados.

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