Novas formas de serviços, que partem via economia digital, quebram os paradigmas do mercado tradicional e movimentam a economia regional. Após especialistas afirmarem que a “Netflixzação” é a nova tendência no mercado online, opções como essas transformam diariamente áreas comerciais em diversos aspectos e atraem cada vez mais os consumidores.

Dados apontados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostram o impacto das operações da plataforma de hospedagens compartilhadas, Airbnb, na economia local em 2016. São Paulo e Rio movimentaram juntos cerca de US$ 725 milhões. Destes, US$ 248 milhões unicamente aplicados no PIB dos municípios.

A renda das hospedagens do Airbnb tem um efeito multiplicador superior a cinco na economia local das cidades pesquisadas. Ou seja: para cada US$ 1 gasto em hospedagem nas cidades do Rio e São Paulo, são movimentados mais de US$ 4 adicionais na economia dos municípios.

Isso se deve a elementos indiretos e induzidos em gastos típicos, como transporte local, alimentação, compras pessoais, passeios e atrações, diversões noturnas etc.

O lado difícil, segundo lembra Vinícius Marques de Carvalho, professor de Direito Comercial da Universidade de São Paulo (USP), é que o novo gera resistência e preocupação no setor hoteleiro. Porém, “a economia estimula a concorrência, pois permite ao consumidor escolher o produto/serviço. Quando não há concorrência, o negócio pode se acomodar e o consumidor não consegue comparar”.

Por isso, abre-se o seguinte questionamento: o modelo de negócio como o do Airbnb se revela como concorrente desleal? Para Vinicius, “a concorrência desleal acontece quando há propagandas enganosas, quando uma empresa copia elementos da marca concorrente ou então quando produtos são fraudados”. Conte para nós na seção destinada aos comentários!

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