O governo da França vai discutir em 2016 políticas de segurança que visam dificultar ou bloquear o acesso anônimo à internet. De acordo com o periódico francês Le Monde, documentos do Ministério do Interior mencionam duas medidas que deverão agir como respostas aos ataques cometidos em novembro, em Paris. Os efeitos das novas políticas, porém, afetariam todos os internautas do país.

A primeira ação permitiria o desligamento de redes WiFi públicas durante situações de emergência (como a estabelecida após os atentados cometidos por extremistas do ISIS no último mês). Segundo as autoridades francesas, suspeitos podem usar conexões abertas para se comunicar sem que sua localização seja feita. O acesso a canais fechados dificultaria a troca de informações entre terroristas.

O bloqueio ou até mesmo a proibição das comunicações via rede Tor, uma plataforma global que permite o anonimato de internautas, é outra medida que pode ser implantada pelas autoridades no início do próximo ano. Além das iniciativas de segurança idealizadas, informações criptografadas de serviços VoIP teriam também de ser concedidas por operadoras sob solicitações do governo.

Os mecanismos que impediriam o acesso através de Tor às “profundezas da internet” (deep web) não foram mencionados pelo documento que cita as políticas que endurecem o uso da rede em território francês. Bloquear o sistema que provê anonimato ao usuário, porém, é ainda um desafio – a China, por exemplo, tenta desde 2012 inibir o uso do Tor, mas, até hoje, apenas resultados pouco efetivos foram conquistados.

Uma solução vislumbrada pelas autoridades é a exigência de notificações por parte das provedoras ao governo sempre que o uso do Tor for feito, o que pode resultar no indiciamento do internauta por ato criminoso. As medidas de segurança deverão ser propostas apenas no ano que vem e terão, ainda, de ser votadas e promulgadas. Não há data prevista para a aplicação das ações sugeridas pelo Ministério do Interior.

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