A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), acusada de espionar conversas e dados pessoais de autoridades e cidadãos, acaba de ter mais um escândalo revelado. De acordo com documentos liberados por Edward Snowden, responsável pelos vazamentos anteriores, o órgão planejava usar a Google Play para invadir celulares.

O documento alega que um programa chamado IRRITANT HORN ("buzina irritante", em tradução livre) seria o responsável por levar malwares para tablets e smartphones com Android. A ideia seria estudar servidores da Samsung e da própria Google, encontrando um método de vencer a criptografia de dados dessas empresas, deixando o processo sorrateiro e preciso.

Na verdade, não é só a NSA que está envolvida: agências equivalentes de Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália também se encontraram em busca de soluções

Sem tirar o olho

Após estabelecer servidores próprios, a NSA interceptaria tráfego entre a Google Play e o seu aparelho, injetando no meio do caminho um malware que ficaria de olho em mensagens, ligações, downloads e outros dados. Só que os apps não seriam usados só para espionar, mas também para enviar "desinformações selecionadas aos dispositivos de alvos". Ganhar acesso às lojas para coletar dados dos consumidores também não estava descartado.

Os documentos datam de novembro de 2011 a fevereiro de 2012. Não há confirmações sobre a efetivação ou não do IRRITANT HORN, mas só a vontade da NSA de realizar esses ataques man-in-the-middle já é motivo para preocupação. Por enquanto, Google e Samsung não se pronunciaram sobre o caso.

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