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Enquanto você digita, é possível reconhecer padrões na velocidade com que as teclas são pressionadas, os erros mais comuns e muitas outras características que diferem você de outras pessoas. Pelo menos, é nisso que acredita a NTT Communications, que lançou um sistema de segurança que leva isso em conta.
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Chamado de Key Touch Pass, ele grava os dados recolhidos em determinados períodos de tempo, a cada algumas centenas de caracteres. Com os dados em mãos, o sistema analisa as informações, comparando-as com as características de uso daquela pessoa que supostamente está sempre conectada naquele computador.
Caso as informações sejam discrepantes ao extremo, não atingindo um patamar mínimo de correspondência, o sistema conclui que aquele usuário não é aquela pessoa que promete ser, limitando o acesso aos dados.
Não apenas hackers
O sistema tem como intuito proteger computadores contra ataques de hackers e pessoas mal intencionadas, porém, pode ser usado com outros focos. No ensino à distância, por exemplo, seria possível conferir se o aluno que está realizando a prova é realmente aquele matriculado, o que evitaria fraudes e “colas” indesejadas.
A ideia é que o sistema esteja ajustado em 50% de reconhecimento, antes que as medidas de segurança sejam usadas para o ensino à distância. Para outras situações, como o acesso a bancos online, o ajuste pode ser modificado, criando uma “peneira” ainda mais rigorosa na hora de consultar os dados.
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Durante sua demonstração no Japão, o Key Touch Pass foi capaz de reconhecer o impostor do outro lado do teclado com apenas algumas linhas digitadas no sistema, tanto no idioma japonês quanto em inglês.
É inteligente?
Enquanto na teoria o sistema parece um tanto quanto interessante, será que ele vai se adaptar às nossas mudanças diárias? Muitas vezes você digita de forma diferente quando é de manhã, porém, com o cansaço, acaba cometendo mais erros durante a tarde.
Além disso, quem digita textos da mesma forma para trabalhos da faculdade ou para uma carta para amigos? Você utiliza palavras diferentes, possui ritmo diferente (consulta de livros, o que faz a digitação parar a todo o momento), tudo que pode afetar suas características em relação ao que o programa traz como base.
Vale a pena ficar de olho para conferir se o Key Touch Pass vai passar no teste da “vida real”. Afinal, o “diga-me como digitas e te direi quem és” pode mudar de acordo com o ambiente e com o seu estado de espírito.
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