A Ucrânia enviou mais de 220 especialistas em drones ao Oriente Médio, segundo declaração do presidente Volodymyr Zelensky na última sexta-feira (20), com equipes atuando em cinco países da região em missões de treinamento e apoio técnico. A movimentação acontece em meio ao aumento das tensões geopolíticas e ao uso intensivo de drones em conflitos recentes, especialmente envolvendo tecnologias desenvolvidas pelo Irã.
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De acordo com autoridades ucranianas, os profissionais estão ajudando forças locais a estruturar sistemas de defesa e a lidar diretamente com ameaças aéreas não tripuladas. Há também participação em missões conjuntas e treinamento militar, enquanto os Estados Unidos avaliam expandir a cooperação com Kiev em áreas estratégicas, incluindo segurança marítima no Estreito de Ormuz.
Por que os drones viraram peça central nos conflitos?
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O avanço dessa mobilização está diretamente ligado ao impacto de modelos como o Shahed-136, drone de ataque iraniano projetado para atingir alvos a longas distâncias com baixo custo. Diferente de aeronaves militares tradicionais, esses equipamentos funcionam como munições descartáveis, sendo lançados em grande quantidade para sobrecarregar sistemas de defesa.
Com alcance que pode ultrapassar 2.000 quilômetros e custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil por unidade, esses drones mudaram a lógica do combate moderno. A estratégia consiste em saturar as defesas inimigas, forçando o uso de interceptadores muito mais caros, como mísseis que podem custar milhões de dólares por disparo.
Defesa é um desafio tecnológico e financeiro
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Esse desequilíbrio criou um novo tipo de guerra, em que o custo-benefício favorece o atacante. Para se defender, países precisam gastar muito mais do que o necessário para atacar, o que pressiona orçamentos militares e exige novas soluções tecnológicas. Em resposta, forças ucranianas têm desenvolvido métodos alternativos, incluindo uso de armamento leve, helicópteros e sistemas mais antigos adaptados.
Além disso, o perfil de voo desses drones, geralmente em baixa altitude e com velocidade reduzida, dificulta a detecção por radares convencionais, que são projetados para identificar ameaças mais rápidas e altas. Isso torna a interceptação ainda mais complexa e aumenta a dependência de novas tecnologias, como armas a laser e sistemas de interferência eletrônica.
A presença de especialistas ucranianos no Oriente Médio indica que o conhecimento adquirido no conflito contra a Rússia está sendo exportado e valorizado globalmente. Ao mesmo tempo, o uso massivo de drones de baixo custo sinaliza uma transformação estrutural no campo de batalha. Confira mais notícias sobre tecnologias usadas no conlito do Oriente Médio no TecMundo.
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