O Handala Hack Team, que ontem ameaçou engenheiros da Lockheed Martin, divulgou fotos e documentos pessoais do diretor do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos.
Kash Patel, diretor do FBI desde 2025, foi exposto pelos cibercriminosos após uma ação do Departamento que derrubou domínios ligados ao Handala. O coletivo cibercriminoso afirma que o FBI também havia anunciado uma recompensa de US$ 10 milhões em troca das “cabeças” de seus membros.
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Handala debochou da segurança do FBI
Em comunicado publicado tanto no site do Handala Hack Team, quanto em seu canal no Telegram, os criminosos debocharam do FBI. “Esta é a segurança da qual o governo americano se gaba?! Este é o ‘ciber gigante’ que acha que ameaças e subornos podem calar a voz da resistência?!”
O grupo ainda diz que o FBI é apenas um nome, sem segurança nenhuma por trás. O coletivo coloca em cheque os funcionários de menor escalão do Departamento, e debocham dizendo que “se o seu diretor consegue ser comprometido tão facilmente, o que você espera dos seus funcionários de nível mais baixo?”
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Fotos e documentos pessoais do diretor do FBI
As fotos vazadas incluem fotos de Patel em uma viagem a Cuba, em poses vexatórias, com bebidas, charutos e estátuas. E o documento parece uma espécie de contrato ou currículo, detalhando as funções do diretor e sua experiência profissional.
De acordo com a Reuters, um funcionário do Departamento de Justiça confirmou à agência que os e-mails de Patel foram comprometidos, mas não deu detalhes.
E-mail invadido já havia sido comprometido em vazamento
A Reuters não conseguiu confirmar a autenticidade dos e-mails de Patel. No entanto, o endereço pessoal do Gmail que Handala alega ter invadido corresponde ao endereço associado a Patel em violações de dados anteriores. Os registros de vazamentos foram feitos pela empresa de inteligência da dark web District 4 Labs.
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Uma amostra do material enviado pelos hackers e analisada pela Reuters parece mostrar uma mistura de correspondência pessoal e profissional datada entre 2010 e 2019.
Quem é o Handala Hack Team
O Handala Hack Team se declara um grupo hacktivista pró-Palestina independente e tem intensificado suas operações contra empresas ligadas ao conflito no Oriente Médio.
O coletivo prioriza pressão psicológica e dano de reputação em vez de ganho financeiro, e tem como alvos preferenciais companhias da cadeia de suprimentos. Sobretudo fornecedores de tecnologia com vínculos diretos ou indiretos ao que o grupo chama de "regime sionista".
A atuação do Handala chamou atenção de pesquisadores de segurança durante os protestos no Irã, quando o governo interrompeu o acesso à internet no país. Nesse período, operações atribuídas ao grupo foram identificadas partindo de IPs da Starlink, o serviço de internet via satélite da SpaceX.
Entre os ataques de maior repercussão antes do caso de Patel, estava a invasão à Stryker Corporation, fabricante americana de tecnologia médica. O Handala afirmou ter comprometido 200 mil sistemas e exfiltrado 50 TB de dados da companhia. Funcionários da Stryker relataram, em um fórum no Reddit, que até mesmo seus celulares pessoais haviam sido afetados.
Grupo invadiu a Lockheed Martin ontem
O caso mais recente foi da invasão a Lockheed Martin, gigante americana do setor aeroespacial e de defesa. O Handala afirmou ter invadido os sistemas da companhia e obtido dados sensíveis de funcionários localizados em Israel, incluindo identidades pessoais e informações de localização.
Embora ainda não haja comprovação de que as redes corporativas da empresa foram de fato violadas, o grupo compilou e vazou informações confidenciais e usou o material para fazer ameaças diretas aos engenheiros.
O coletivo deu um prazo de 48 horas para que os funcionários deixassem de cooperar com o que chamou de "regime sionista" e abandonassem seus locais de trabalho, sob ameaça explícita: "suas casas se tornarão alvos de mísseis". O TecMundo entrou em contato com a Lockheed Martin, mas não obteve resposta até hoje.
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