A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação nesta terça-feira (24) para desarticular um grupo que aplicava o golpe do "falso advogado". Ao todo, foram 16 pessoas detidas "em plena atividade criminosa", de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do estado (SS-SP).
Os policiais encontraram os criminosos em um imóvel em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital paulista. O local era uma espécie de "call center", onde vários crimes de engenharia social — que normalmente envolvem convencimento e fraude de identidade — eram aplicados.
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Tudo começou com uma denúncia anônima sobre o uso possivelmente criminoso do imóvel. Ao chegar no local, a equipe abordou um suspeito que confirmou o funcionamento de uma "central com diversos notebooks e outros equipamentos".
Além das pessoas presas, foram apreendidos dois carros, uma moto, R$ 1 mil em espécie, duas máquinas de cartão, 36 celulares, 58 cartões bancários e diversos notebooks e fones de ouvido com microfone, que eram usados para se comunicar com as vítimas.
Como os golpistas lucravam no “call center” do crime
- Segundo a SSP-SP, o local concentrava várias pessoas em computadores, realizando ligações para possíveis vítimas. O grupo "atuava de forma estruturada, com suporte tecnológico e clara de divisão de tarefas";
- O principal golpe aplicado é do falso advogado. Nele, os criminosos reúnem dados de processos públicos, entram em contato com quem abriu a ação judicial se passando pelo advogado da vítima e cobram valores inexistentes de taxas judiciais, honorários e outros gastos;
- Durante a própria operação, as autoridades flagraram um comprovante no valor de R$ 1,3 mil enviado por uma vítima, que recentemente abriu um boletim de ocorrência;
- O imóvel era alugado e o proprietário estava no local. Ele “possuía vínculo com os envolvidos, inclusive com antecedentes criminais”.
A acusação atual é de associação criminosa, estelionato e localização e apreensão de objeto e de veículo. Os acusados podem ter que responder também por lavagem de dinheiro, já que há indícios de que o esquema incluía também pessoas responsáveis por “circulação dos valores provenientes das transações financeiras ilícitas”.
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