Depois de fechar contrato com o Pentágono, a OpenAI agora mira acordo para fornecer modelos de inteligência artificial aos sistemas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A negociação foi revelada pelo The Wall Street Journal na terça-feira (03).
Conforme a publicação, as tecnologias de IA da desenvolvedora do ChatGPT serão implementadas em "redes não classificadas" da entidade, caso o acordo avance. Fundada em 1949, a aliança militar sediada na Bélgica conta atualmente com 32 países membros.
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IA em redes não confidenciais da OTAN
Inicialmente, o CEO da OpenAI disse que a negociação envolvia a integração da tecnologia às "redes classificadas" da organização. A fala surgiu durante reunião da startup realizada recentemente.
- No entanto, um porta-voz da empresa esclareceu à reportagem que o contrato é para a implantação da IA em redes não confidenciais da OTAN;
- Esse tipo de sistema é utilizado para o compartilhamento de informações que não têm níveis mais altos de exigência quanto à privacidade;
- Como não envolvem dados que comprometam a segurança nacional, tais redes servem para o tráfego de dados "convencionais";
- Trocas de informações relacionadas a serviços administrativos, mensagens cotidianas e dados que não são sinalizados como "segredos de Estado", mesmo que indisponíveis publicamente, circulam nesses sistemas.
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Por outro lado, as redes confidenciais citadas por Altman contam com um nível de proteção muito mais elaborado. Nelas, passam dados secretos e informações sensíveis que, se vazadas, podem representar riscos para a segurança de um país.
Não se sabe os valores envolvidos nem quando a tecnologia seria implementada, se o contrato for realmente firmado, pois não há muitas informações disponíveis. A OTAN não se pronunciou, até o momento.
Mudanças em acordo com o Pentágono
Firmado na semana passada, o contrato entre OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ganhou força após o imbróglio entre o órgão e a Anthropic. A desenvolvedora do bot Claude se mostrou contrária ao uso da ferramenta na vigilância em massa e armas autônomas.
Embora tenha dito que não pretende acionar a IA para tais finalidades, o Pentágono desejava acesso irrestrito à ferramenta. Com o impasse, a Casa Branca determinou que a parceria com a Anthropic fosse interrompida.
Após a repercussão do caso, a dona do ChatGPT decidiu atualizar os termos do acordo com o governo. Na segunda-feira (2), ela comunicou que suas tecnologias não devem ser usadas para vigilância de pessoas nem em sistemas de agências de inteligência.
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