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Segurança

Agência Espacial Europeia confirma acesso não autorizado após ciberataque

Instituição já investiga o caso e diz que dados afetados não são sigilosos e envolvem parceria com pesquisadores.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule05/01/2026, às 19:00

A Agência Espacial Europeia (European Space Agency, ou ESA na sigla original) foi vítima de um ciberataque que resultou na exposição de dados sem autorização. O próprio órgão confirmou o incidente por meio da rede social X.

A nota publicada na última semana de 2025 diz que a ESA está "ciente de um problema recente de cibersegurança" que não foi detalhado.

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Porém, uma análise preliminar da agência — composta por mais de 20 países da Europa e equivale ao trabalho da NASA na região — aponta que os dados potencialmente obtidos não são tão valiosos quanto pareciam.

O usuário 888, que publicou o anúncio da invasão em um fórum de compra e venda de dados roubados, disse ter em mãos 200 GB de arquivos e informações da ESA obtidos ao longo de várias semanas de acesso não autorizado aos servidores.

De acordo com ele, os dados incluem repositórios inteiros no Bitbucket, códigos-fonte, tokens de acesso e de uso de APIs, arquivos de configuração e documentos confidenciais. A invasão teria acontecido no dia 18 de dezembro de 2025.

O que foi roubado da ESA?

No comunicado oficial, a ESA não chega a confirmar que o incidente de cibersegurança foi mesmo a invasão registrada no fórum e nem se os documentos comercializados são reais. Porém, o período e o assunto da mensagem coincidem com a tentativa de venda dos dados.

  • A nota alega que dados potencialmente expostos são de "um pequeno número de servidores externos", ou seja, localizados fora da rede corporativa da ESA;
  • Eles são responsáveis por fornecer suporte para "atividades colaborativas de engenharia" e envolvem dados compartilhados com pesquisadores e cientistas parceiros;
  • Dessa forma, não há dados que sejam considerados sigilosos ou confidenciais entre o material em risco;
  • A agência confirmou ainda que iniciou uma investigação forense no campo de segurança digital e implementou medidas para proteger dispositivos que tenham sido afetados ou estejam em risco. Mais detalhes devem ser compartilhados após a análise técnica.

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