Golpe do 0800: criminosos usam falsa central para roubar cartões

1 min de leitura
Imagem de: Golpe do 0800: criminosos usam falsa central para roubar cartões
Imagem: Mikhail Nilov/Pexels
Avatar do autor

Sempre criativos, os fraudadores passaram a usar telefones com prefixo 0800 para dar golpes em consumidores e roubar os números de seus cartões de crédito e dos tokens de pagamento, aquele código numérico que chega no celular via SMS para validar a ativação do cartão. Ou seja, quando a vítima entra em contato usando o 0800 de uma mensagem falsa, ela pode cair no golpe.

Especialistas de segurança afirmam que a utilização do número 0800, supostamente um canal destinado a um seleto grupo de empresas, tem se popularizado, e passou a ser usado por criminosos para dar credibilidade à abordagem durante as fraudes.

Fonte: Pixabay/Reprodução.Fonte: Pixabay/Reprodução.Fonte:  Pixabay 

Como funciona o "golpe do 0800"?

O golpe começa com mensagens maliciosas enviadas via SMS por um número curto (os short-codes, antes também restritos a grandes empresas). A mensagem geralmente avisa sobre uma suposta transação não autorizada. Preocupada, a vítima entra em contato com a central 0800 falsa, quando os criminosos solicitam confirmação da conta e da agência, e perguntam se o correntista possui alguma autorização temporária ativada.

Caso ele possua, os bandidos pedem que o código lhes seja fornecido, para concretizar a fraude. De posse do código, o suposto atendente informa à vítima que, por segurança, irá cancelar seus cartões, e solicita o número do cartão de crédito. Em uma simulação feita pela empresa de segurança Kaspersky, o fraudador chegou a insistir com o analista para que ele informasse seu endereço, para a busca do cartão falsamente cancelado.

Para o analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil Fabio Assolini, esse golpe do 0800 é uma variação da falsa central bancária para roubar cartões válidos. "Não é fácil registrar um número 0800 e os shorts-codes são um canal usados exclusivamente por um seleto grupo de empresas, como bancos, operadoras e grandes lojas. Isto mostra o quanto as fraudes estão refinadas", conclui o especialista.