CEO do WhatsApp diz que Pegasus espionou aliados dos EUA

1 min de leitura
Imagem de: CEO do WhatsApp diz que Pegasus espionou aliados dos EUA
Imagem: Pixabay/Reprodução
Avatar do autor

Uma invasão de celulares ocorrida em 2019 a partir do WhatsApp, semelhante à denunciada recentemente pela Anistia Internacional, também teria sido realizada pelo NSO Group, empresa que criou o spyware Pegasus. Quem afirma é o CEO do app de mensagens Will Cathcart.

Em entrevista ao The Guardian no sábado (24), o líder do WhatsApp acusou a companhia israelita de usar o programa espião contra 1.400 usuários do mensageiro em uma campanha recente. "A reportagem coincide com o que vimos no ataque que derrotamos há dois anos, é muito consistente com o que falamos na época", argumentou.

De acordo com Cathcart, o malware do NSO foi usado em 2019 contra "altos funcionários do governo de todo o mundo", explorando uma vulnerabilidade do mensageiro. Entre os alvos, estariam pessoas que ocupam cargos de segurança nacional em países aliados dos Estados Unidos, além de jornalistas, ativistas e defensores dos direitos humanos.

Will Cathcart é o atual chefe do WhatsApp.Will Cathcart é o atual chefe do WhatsApp.Fonte:  Facebook/Divulgação 

Na época, o Facebook (dono do WhatsApp) processou a criadora do Pegasus, que por sua vez alegou não ter responsabilidade sobre os atos dos compradores do programa malicioso. Ao infectar um celular, o vírus concede acesso às mensagens, ligações telefônicas, galeria e à localização do aparelho, além de transformá-lo em um dispositivo de escuta.

"Por um mundo mais seguro"

Durante a conversa, o CEO do WhatsApp elogiou as mudanças implantadas pela Microsoft para proteger os usuários contra ataques cibernéticos e convidou a Apple a fazer o mesmo. Além disso, pediu aos governos que criem leis para proteger os cidadãos contra a espionagem digital.

Respondendo às críticas do entrevistado, um porta-voz do NSO disse ao jornal britânico que os produtos da empresa trabalham em prol de um "mundo mais seguro". Ele também questionou se Cathcart teria alternativas para que as autoridades detectem legalmente e previnam as ações de "pedófilos, terroristas e criminosos usando plataformas de criptografia ponta a ponta".