'Só criminosos devem temer o Pegasus', afirma CEO do NSO Group

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Imagem: The Times of Israel/Reprodução
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A notícia de que o software de vigilância Pegasus tem sido usado para monitorar mais de 50 mil alvos em todo o mundo, divulgada no domingo (18), deixou muitos usuários com medo de ter o celular monitorado pela ferramenta. Mas, de acordo com o CEO do NSO Group Shalev Hulio, dono do programa, apenas quem não cumpre a lei deve temer o spyware.

"As pessoas que não são criminosas, não são os 'Bin Ladens' do mundo, não devem temer. Elas podem confiar totalmente na segurança e privacidade de seus dispositivos Google [Android] e Apple [iOS]", observou o executivo em entrevista à Forbes, na quinta-feira (22), referindo-se aos usuários comuns.

Na conversa, o cofundador da empresa israelita contestou o relatório divulgado por jornais norte-americanos e britânicos. Segundo Hulio, 50 mil pessoas seria uma quantidade "insana" de alvos para monitorar, já que o software é vendido para um grupo de 40 a 45 países, cada um deles mirando cerca de 100 celulares.

Nem mesmo os iPhones mais recentes conseguem escapar do Pegasus.Nem mesmo os iPhones mais recentes conseguem escapar do Pegasus.Fonte:  Unsplash 

Ele também negou que a sua companhia esteja envolvida na tentativa de invasão do smartphone do presidente da França Emmanuel Macron e de outras autoridades do país. Apesar disso, afirmou não ter como monitorar o que os clientes fazem com a ferramenta, ficando assim livre de qualquer responsabilidade pelas ações de terceiros.

Detecção de abusos

Criticado pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) Edward Snowden e pelo CEO do Telegram Pavel Durov, Hulio defendeu a utilização do Pegasus. Conforme o executivo, o spyware é essencial para auxiliar governos na captura de terroristas, pedófilos e outros criminosos perigosos.

Questionado sobre possíveis abusos na utilização da ferramenta, que não estaria rastreando apenas agentes fora da lei, ele contou que o NSO tem meios de frear o programa. Ao detectar o uso indevido do recurso, a companhia cita que pode acionar um interruptor, desativando o software espião.