Google busca substituto para cookies

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Em resposta ao grupo de defensores da privacidade de dados online, o Google está em busca de um substituto para os cookies, rastreadores que permitem à empresa vender espaço publicitário altamente personalizado. Para agradar aos dois lados, o grupo que domina o mercado global de publicidade digital está desenvolvendo um sistema alternativo que garante maior privacidade, mas permite que marcas atinjam o público desejado.

A nova abordagem usa a computação do dispositivo para manter o histórico do navegador de uma pessoa privada, como explica a gerente de produto, Chetna Bindra, durante uma apresentação do sistema Federated Learning of Cohorts (FLoC). Por outro lado, os anunciantes visarão segmentos de público, ao invés de visar usuários de forma individual.

Críticas

O Google é duramente criticado por autoridades e ONGS pela questão da privacidade dos dados. O desconforto com os cookies cresceu e refletiu no Regulamento Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que garante que os cidadãos saibam como são recolhidos seus dados e como são utilizados, se para fins comerciais ou não.

Para Bennet Cyphers, pesquisador da ONG Electronic Frontier Foundation, cookies de terceiros são um pesadelo para a privacidade e têm muito peso para o Google, tanto em termos de competição quanto em questões jurídicas. Assim, o gigante da informação quer ter certeza que o modelo de negócios funcionará em plena velocidade.

O pesquisador teme que, secretamente, o novo sistema do Google classifique os usuários da internet em áreas e atribua rótulos para orientar mensagens publicitárias. “É uma caixa preta de ‘machine learning’ (aprendizado automatizado da máquina), que reunirá todos os detalhes do que você faz online e determinará que se trata desta ou daquela pessoa", afirma Cyphers.

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