Documento do Brexit cita Netscape como exemplo de software moderno

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Com mais de 1.200 páginas, o documento do Brexit apresenta informações importantes sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Contudo, parece que os redatores do acordo comercial estão desatualizados em relação à tecnologia.

Recentemente, usuários do Twitter compartilharam diversas observações sobre o texto. Em especial, o Netscape e o Mozilla Mail são citados como “pacotes modernos de software de e-mail”. Lançados nos anos 1990, hoje eles são considerados obsoletos.

Lançado em 1997, o programa Netscape perdeu o espaço para o Explorer do Windows.Lançado em 1997, o programa Netscape perdeu o espaço para o Explorer do Windows.Fonte:  Twitter/Reprodução 

A seção sobre tecnologia de criptografia também apresenta vários dados desatualizados. Isso é uma grande surpresa, visto que o texto teria sido revisado por diversos analistas nos últimos meses.

Por exemplo, o acordo recomenda o uso do sistema criptográfico RSA de 1024 bits e o algoritmo de segurança SHA-1. Atualmente, ambos são classificados como amplamente suscetíveis a ataques cibernéticos por serem muito antigos.

“É claro que algo está errado na elaboração do artigo”, disse um especialista do site britânico Hackday. "Arrisco a dizer que um funcionário público cansado simplesmente copiou trechos de um documento de segurança do fim dos anos 1990”.

Investimento em tecnologia

Após a repercussão das informações do documento do Brexit, o governo britânico emitiu um comunicado sobre o assunto. Assim, ele declarou que “os dados estabelecem as medidas legalmente prescritas para a cooperação”.

“Atualmente, usamos a tecnologia mais recente de compartilhamento de dados. As informações estão devidamente protegidas e seguem as orientações do Centro Nacional de Cibersegurança”, complementa a nota.

Apesar dos dados defasados vistos no acordo, o Reino Unido iniciou negociações comerciais com nações fora da UE, tais como o Japão, em junho deste ano. Segundo a secretária de Estado Liz Truss, a intenção é estabelecer o país como uma “superpotência global de tecnologia”.

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