Laboratório de US$ 10 milhões é especializado em invadir iPhones

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Em Nova York, há um laboratório secreto, a mais ou menos 1,6 quilômetros da Apple Store, onde os técnicos passam o dia todo tentando invadir dispositivos da Maçã, principalmente os iPhones. O laboratório, avaliado em US$ 10 milhões, é mantido pelo Escritório de Advocacia do Distrito de Manhattan, que pertence ao promotor público Cyrus Vance Jr.

O objetivo do laboratório

O objetivo do laboratório é ajudar a desvendar casos policiais. Por isso, todos os dispositivos analisados foram encontrados em cenas de crimes. Em 2015, um vídeo encontrado no iPhone de E’dena Hines, a neta de 33 anos do ator Morgan Freeman, que foi esfaqueada até a morte, ajudou a encontrar o culpado pelo crime, neste caso, seu próprio namorado.

Este caso foi desvendando por alguns técnicos que trabalham no laboratório secreto, mas o local, como ele é hoje, foi fundado há apenas dois anos.

O laboratório é o primeiro especializado em invadir dispositivos eletrônicos a ser mantido por um escritório de promotoria nos EUA. Mesmo assim, ele não se limita a colocar pessoas culpadas atrás das grades. Em pelo menos 16 instâncias, as provas encontradas em iPhones invadidos serviram para inocentar suspeitos.

A construção possui cerca de 204 metros quadrados e tem uma sala que tem proteção contra radiofrequências. Frequentemente, pode-se encontrar iPhones e iPads com telas deterioradas, sejam com o vidro quebrado ou até mesmo queimado.

Primeira porta da sala protegida contra radiofrequência do laboratório secreto de Manhattan. (Fonte: Fast Company/Samir Abady/Reprodução)

O local ainda conta com um robô capaz de extrair chips de memória dos dispositivos e um supercomputador que pode gerar 26 milhões de senhas por segundo, como um dos recursos para quebrar a segurança da Apple.

A criptografia da Apple, aliás, é a razão da existência de um laboratório como esse. De vez em quando, a companhia é criticada por “atrapalhar” investigações policiais, devido ao fato de sua tecnologia de segurança impedir qualquer pessoa, incluindo os agentes da lei, de acessar seus dispositivos.

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