O jogador de futebol Leandro Paredes foi transferido do russo Zenit para o time francês PSG (Paris Saint-Germain) pelo valor de 40 milhões de euros. Quem ficou feliz com a notícia foi o argentino Boca Juniors: como clube formador do atleta, segundo regras da FIFA, ele tinha direito de receber cerca de 3,5% da venda. O problema é que hackers estavam de olho nesse dinheiro — e chegaram de uma maneira que o Boca nunca poderia ter imaginado.

O valor total que o Boca Juniors deveria receber é de € 1,3 milhão. Como o valor é alto, o PSG combinou que pagaria em três parcelas, sendo que a primeira a ser paga cairia dia 6 de março de 2019 no valor de € 519.750,99. A transferência do PSG foi realizada, mas o Boca Juniors não recebeu o dinheiro.

Eles enviaram emails de endereços falsos, parecidos com o domínio real do Boca, com instruções de depósito dos € 520 mil

Após checar recibos de comprovação de transferência e algumas semanas passadas, o clube argentino notou que algo deveria ter dado errado. Durante investigação nos documentos e mensagens trocadas entre os times, o Boca descobriu que o dinheiro do PSG foi transferido primeiro para uma conta bancária de uma empresa mexicana, Vector Casa de Bolsa, e depois para um banco em New York, antes de retornar ao México, para uma conta da empresa OM IT Solutions S.A. de C.V. Uma movimentação atípica.

O que aconteceu: cibercriminosos fizeram um esquema de phishing para enganar o PSG. Eles enviaram emails de endereços falsos, parecidos com o domínio real do Boca, com instruções de depósito dos € 520 mil. A diferença entre o email real e o falso estava em apenas 1 caractere.

As investigações sobre o caso estão em andamento. Ao que parece, “os golpistas teriam conseguido obter acesso não autorizado ao e-mail de um funcionário do clube argentino e assim, obtiveram as informações necessárias para arquitetar este grande trabalho de engenharia social”, explica a Kaspersky.

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