O Brasil é o quarto país da América Latina que mais recebe ataques de ransomware, afirma a ESET. Ransomware é um malware que, assim que entra no computador, costuma criptografar todos os arquivos e exigir uma quantia em bitcoins para a liberação. Algo como um sequestro virtual.

Entre os quatro países mais atacados na América Latina, o Brasil está em último: questra o computador afetado, pedindo resgate geralmente em criptomoedas ou dinheiro. Colômbia (30%), Peru (16%), México (14 %) e Brasil (11%). Os 11% que colocam o Brasil entre os países com mais detecções são compostos por diferentes famílias de ransomware muito atuantes na região. São eles: Crysis (25%), TeslaCrypt (11%) e CryptoWall (10%).

O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail

O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail que os informava de uma suposta situação de dívida. Dessa forma, o usuário baixava o arquivo anexado ao e-mail falso e era infectado”, explica a ESET.

De acordo com Camilo Gutierrez, chefe de laboratório da ESET América Latina, "conforme foi possível notar ao longo de 2018, especialmente pelos diversos ataques de criptomineradores, acreditamos que os cibercriminosos estão modificando seu modus operandi, concentrando-se na criação de ransomwares mais complexos para ambientes corporativos com campanhas de propagação muito mais focadas. É possível ainda que os atacantes virtuais reinventem a forma de sequestro digital, adicionando novos recursos. De qualquer maneira, podemos esperar que estas ameaças continuem em vigor nos próximos anos”.

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