A plataforma da blockchain frequentemente é citada com umas das mais seguras do mundo virtual. Empresas gigantes têm migrado seus serviços para a blockchain justamente porque se acredita que ela ofereça um nível de robustez em segurança que outras plataformas levariam muito tempo para alcançar, sem contar o pesado investimento que seria necessário.

No entanto, em 2018 as empresas de blockchain receberam pelo menos 3 mil relatórios de vulnerabilidade. De acordo com a HackerOne, que cataloga e divulga brechas de segurança, até meados de dezembro (2018), as companhias de blockchain pagaram US$ 878,504 mil em recompensas para os hackers que trabalham identificando bugs.

Considerando os anos anteriores a 2018, as empresas que mais recompensaram pela descoberta de bugs, até aqui, foram a Block.one (US$ 534,5 mil), Coinbase (US$ 290,381 mil) e TRON (US$ 76,2 mil). Devemos observar que a Coinbase começou seu programa de recompensas em 2014. Já a Block.one, criadora da criptomoeda EOS, só iniciou em maio de 2018, sendo que, pouco depois, um único hacker reivindicou US$ 120 mil em menos de 1 semana.

A HackerOne informou que, de seu banco de dados, menos de 4% das recompensas pagas em 2018 vieram de empresas de blockchain. Mesmo assim, a média paga por elas é superior à paga por empresas de outros setores.

A companhia ainda disse que, atualmente, possui 64 firmas de blockchain em sua plataforma, sendo que mundialmente elas são mais de 2 mil, o que significa que o número de vulnerabilidades pode ser muito maior.

O problema mais sério das vulnerabilidades da blockchain é que, na maioria dos casos, as transações não podem ser revertidas (a não ser em plataformas como o EOS e similares).

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