Não.

As compras realizadas em ecommerces via boleto não são mais seguras do que compras realizadas via cartão de crédito. Segundo a empresa de análise de fraudes Konduto, a afirmação de que o boleto seria mais seguro não passa de um mito.

Com a Black Friday chegando, marcada para o dia 23 de novembro, muitas pessoas já se preparam para realizar as compras do ano. Por isso, é interessante mostrar aos consumidores quais são os principais tipos de golpes que envolvem boletos — e encerrar com esse mito de uma vez por todos.

  • Confira abaixo as práticas ilegais mais comuns envolvendo o boleto:

Bolware (vírus do boleto): Por meio de um vírus instalado no computador do cliente, o criminoso consegue alterar os dados digitáveis de um boleto bancário (conta recebedora e o valor), fazendo com que a quantia seja transferida para a conta dele ou de um laranja. Na visão do ecommerce, o boleto original nunca foi pago. Na outra ponta, o consumidor acha que realizou o pagamento, mas não recebe o produto.

Para evitar a ação do bolware nas fraudes de boleto, é imprescindível utilizar um bom antivírus no computador e conferir se os seus dados e os do lojista foram preenchidos corretamente no boleto.

Sequestro de estoque: Este golpe se caracteriza quando um ecommerce concorrente compra uma grande quantidade de produtos que estão em promoção na loja, utilizando o boleto bancário como meio de pagamento. A partir desse momento os itens ficam reservados para este suposto cliente, que não efetua o pagamento do título e impossibilita que os consumidores legítimos adquiram o produto. Ou seja, os boletos nunca serão pagos, irão vencer, os pedidos serão cancelados e o lojista ficará sem vender aqueles itens.

Para evitar esse tipo de golpe, o cliente deve sempre concluir a compra e realizar pagamentos dentro da plataforma dos marketplaces

Em linhas gerais, todos os produtos que poderiam ser sucesso de vendas ficarão encalhados. Em paralelo, o concorrente que sequestrou o estoque consegue atender os clientes reais e vender, obtendo lucros de maneira desleal.

Os lojistas concorrentes aproveitam para agir desta forma especialmente em datas sazonais. Para evitar prejuízos, é preciso que a loja virtual utilize uma solução antifraude que seja capaz de realizar a análise de pedidos em boleto e identificar comportamentos suspeitos.

Golpe do vendedor falso em marketplaces: Neste caso, o fraudador cria uma conta em carteiras virtuais (e-wallets) ou cartões de crédito pré-pagos e gera boletos para depositar dinheiro para si. Entretanto, em vez de o próprio criminoso pagar aquele título, ele cria um anúncio falso de um produto em marketplaces e, durante a negociação com um possível comprador, tenta direcionar a conversa para outro ambiente (como a troca de e-mails ou WhatsApp, por exemplo) prometendo um desconto mais atrativo. Com isso, ele induz a vítima a pagar o boleto falso. O dinheiro cai na conta e o produto nunca é entregue.

Nesse cenário, o marketplace não é obrigado a se responsabilizar pelo golpe, uma vez que o pagamento não foi realizado pela plataforma e a negociação foi direcionada para fora do ambiente “seguro” da empresa. Entretanto, esta prática gera uma experiência muito ruim para o cliente, que fica com a sensação de que a loja está indiretamente envolvida com a fraude.

Para evitar esse tipo de golpe, o cliente deve sempre concluir a compra e realizar pagamentos dentro da plataforma dos marketplaces. As empresas, por sua vez, devem sempre contar com uma boa análise cadastral e de risco na hora de aceitar a abertura de conta de vendedores.

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