O Tribunal Distrital dos Estados Unidos anunciou nesta semana a sentença de três pessoas envolvidas em um esquema que explorava o sistema de troca de produtos da Amazon. Eles faziam os pedidos e, quando os itens chegavam, alegavam que estavam com defeito e solicitavam a substituição. Em seguida, vendiam o produto para terceiros. Os criminosos fizeram isso durante dois anos e causaram prejuízo avaliado em US$ 1,2 milhões. Agora, foram condenados, com as penas somadas, a quase 8 anos de prisão.

Depois do episódio, Amazon tem banido quem realiza muitas requisições sem uma justificativa comum à de outros consumidores

O esquema foi flagrado no final do ano passado e desde então corria na Justiça estadunidense. A investigação descobriu que o casal Erin e Leah Finan encomendou mais de 2,7 mil eletrônicos, entre câmeras GoPro, Xbox, smartwatches, tablets e laptops. Uma terceira pessoa, Danijel Glumac, fazia o papel de revenda para um comprador em Nova York. Os Finan ficaram com cerca de US$ 750 mil e Glumac embolsou US$ 500 mil.

Para conseguir tal feito, os golpistas contaram com a elogiada política de trocas da Amazon e centenas de identidades e contas falsas. Eles também utilizaram cheques, alugaram carros e não pagaram por eles, venderam outros bens roubados e atrasaram aluguel em diferentes locais — ações que foram levadas em conta durante o julgamento.

Os três réus foram condenados a restituir US$ 1.218.504. Erin foi sentenciado a 71 meses de prisão, enquanto Leah pegou 68 meses de gancho. Glumac teve uma pena menor, de 24 meses. Já a Amazon, depois desse episódio, decidiu monitorar os pedidos de devolução com mais afinco e tem banido quem realiza muitas requisições sem uma justificativa comum à de outros consumidores. Aliás, a varejista tem feito isso sem avisar e de forma permanente.

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