O fundador do WikiLeaks Julian Assange teve seus direitos de acesso à internet retirados pela embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado há seis anos. Assange pediu asilo político ao país latino em 2012 por acreditar que poderia ser extraditado para os Estados Unidos e processado por espionagem quando chegasse ao território americano.

A decisão de impedir o ativista de acessar a internet foi tomada depois que ele descumpriu um acordo com o governo equatoriano de que não publicaria mensagens que pudessem prejudicar as relações do Equador com o Reino Unido ou outros países membros da União Europeia.

O governo do Equador não esclareceu qual teria sido a violação, mas as últimas publicações de Assange no Twitter incluíam uma série de insultos direcionadas ao parlamentar britânico Sir Alan Duncan, que é Ministro de Estado para a Europa no país. Duncan chamou Assange de “verme miserável” durante uma sessão de perguntas, afirmando que já era hora de ele deixar a embaixada e se entregar às autoridades”.

Assange respondeu afirmando que é realmente “miserável” por ser “um prisioneiro político detido por oito anos sem acusações, em violação de duas decisões das Nações Unidas” e concluiu dizendo que “é melhor ser um “verme”, uma criatura saudável que revigora o solo, do que ser uma cobra”.

É a segunda vez que a embaixada retira os direitos de acesso à internet de Assange. Na primeira ocasião, ele foi bloqueado por causa da participação do WikiLeaks na divulgação de e-mails roubados da campanha de Hillary Clinton, candidata democrata à presidência dos Estados Unidos. Na época, o governo do Equador quis se distanciar das acusações de que teria interferido no processo eleitoral de outro país. Não há previsão para que o acesso de Assange seja reestabelecido.

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