Após admitir o vazamento de dados de 157 milhões de pessoas entre clientes e motoristas, a Uber terá que prestar explicações à Justiça brasileira. Isso porque o Ministério Público do Distrito Federal solicitou à companhia que esclareça especificamente o vazamento de informações de 196 mil brasileiros.

Apesar de informar em seu site que o número não é exato nem definitivo, a empresa de compartilhamento de caronas pediu 15 dias ao órgão do DF para emitir um posicionamento. Divulgado na última sexta-feira (2), o documento emitido pelo MP foi redigido pela Comissão de Proteção dos Dados Pessoais.

“Nos Estados Unidos e em países da Europa foram abertas investigações contra a Uber, mas na América Latina, não”, informou ao G1 o coordenador da comissão, Frederico Meinberg. Diante disso, o Ministério Público busca saber exatamente quais informações foram vazadas, o número exato de pessoas afetadas e ainda se a Uber conduziu (e se já concluiu) alguma investigação interna sobre o caso.

A Comissão de Proteção dos Dados Pessoais é a primeira do gênero no país e tem como objetivo orientar sobre as políticas públicas e normas de segurança visando a integridade das informações pessoais dos brasileiros.

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