Se a russa Kaspersky não tem vida fácil nos Estados Unidos, dá para dizer que o mesmo acontece com algumas companhias estadunidenses na Rússia. Isso porque algumas delas, como é o caso de SAP, McAfee e Symantec, teriam deixado as autoridades do país europeu vasculhar seus códigos em busca de vulnerabilidades. As informações foram divulgadas em uma longa reportagem da Reuter.

E o problema aqui beira quase uma crise diplomática internacional, afinal alguns programas desenvolvidos por essas companhias são amplamente utilizados pelo governo dos Estados Unidos (confira na tabela abaixo). Isso significa que os russos supostamente teriam acesso a detalhes de qualquer possível brecha em softwares de segurança usados por órgãos como o FBI, Departamento de Defesa, Administração Especial e Aeronáutica e Departamento de Estado dos EUA.

Ainda de acordo com a Reuters, as companhias seriam obrigadas a fornecer os códigos de suas aplicações a fim de poder atuar na Rússia, o que deixa realmente poucas opções para qualquer uma delas. Apesar das alegações feitas pela publicação, as empresas responsáveis pelos softwares negaram que o governo russo tenha esse nível de acesso às suas aplicações.

RussiaProgramas supostamente vasculhados pelos russos também são utilizados por órgãos do governo dos EUA.

A Symantec afirmou que qualquer autoridade da Rússia tenha visualizado o código-fonte do programa Endpoint Protection. Além disso, a companhia garante já ter realizado inúmeras atualizações desde que o software foi testado pelo governo russo, portanto, não haveria qualquer razão para acreditar que a segurança do serviço tenha sido comprometida.

A McAfee já havia afirmado no ano passado que não permitiria mais revisão de seus códigos-fonte, mas não se posicionou sobre o caso citado pela Reuters. Já a SAP afirma apenas que oferece “salas livres” nas quais agentes do governo podem testar o código, mas não é possível retirá-los do local.

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