Facebook aceita ordens de governos e apaga perfis de usuários

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O Facebook vem mostrando uma faceta política ao apagar sistematicamente perfis de usuários em sua rede social. De acordo com o The Intercept, após reuniões com o governo de Israel, o Facebook vem apagando contas de usuários palestinos sob falsas alegações de "incitação".

Qual o motivo do Facebook se envolver nisso? Israel deixou claro com ameaças: se a rede social não deletasse perfis de palestinos, o governo apelaria para a justiça, e o Facebook poderia ser multado ou até bloqueado no país.

O que torna essa censura especialmente grave é que 96% dos palestinos declararam usar o Facebook principalmente para acompanhar as notícias

A censura sobre perfis palestinos que protestam contra a ocupação de Israel já tem até números; e quem informou foi a própria ministra da Justiça Ayelet Shaked: das 158 solicitações de remoções feitas pelo governo, 95% foram aceitas pelo Facebook.

Como nota o The Intercept citando o New York Times, "o que torna essa censura especialmente grave é que '96% dos palestinos declararam usar o Facebook principalmente para acompanhar as notícias'. Isso significa que os funcionários do governo israelense têm um controle praticamente irrestrito sobre um fórum de comunicação essencial dos palestinos".

E o outro lado? Como o The Intercept relembra, o Facebook não bane perfis que incitam matança de palestinos, por exemplo

Entre os perfis que já sofreram censura do Facebook, estão (vale notar que boa parte deles é fonte de notícias para o povo palestino): Rede Palestina de Diálogo (PALDF.net); Gaza Now; Rede de Notícias de Jerusalém; a agência Shibab; Rádio Belém 2000; Rede de Rádio do Oriente; a página Mesh Heck; a agência de notícias Ramallah News; os jornalistas Huzaifa Jamous, de Abu Dis, e Kamel Jbeil; os ativistas Qassam Bedier, Mohammed Ghannam e Abdel-Qader al-Titi; perfis administrativos da página Al Quds; e os jovens ativistas Hussein Shajaeih, Ramah Mubarak (perfil ativo), Ahmed Abdel Aal (perfil ativo), Mohammad Za’anin (perfil excluído), Amer Abu Arafa (perfil excluído) e Abdulrahman al-Kahlout (perfil excluído).

E o outro lado? Como o The Intercept relembra, o Facebook não bane perfis que incitam matança de palestinos, por exemplo. O veículo Al Jazeera publicou uma reportagem em 2016 mostrando um estudo que constatou o seguinte: "122 mil usuários conclamavam diretamente a práticas violentas, usando palavras como ‘assassinar’, ‘matar’ ou ‘queimar’. Os árabes eram os principais destinatários dos comentários de ódio".

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